Wednesday, May 20, 2015

A(s) Festa(s) de aniversário do Gui!

Tem sido impossível ter tempo para deixar as novidades do BabyGui! Nem acredito que ele já tem 1 ano, a festa já passou, as festinhas dos nossos babyamigos também...foi tudo tão rápido, mas tão bom!

Adorei preparar a festa do Gui, pensar nos pormenores, decidir as cores, comprar algumas coisinhas para ajudar na decoração...deu imenso trabalho mas fiquei de coração cheio quando vi o resultado final e a sala cheia das pessoas que nos são mais queridas.

Tivemos bastante ajuda a preparar tudo, a ter ideias e principalmente na cozinha.  O papá fez todos os cartazes da festa, as fotos foram tirados pelo nosso amigo +Luis Silva  e são lindaaas, uma das muitas ideias da Tia Caty foi colocá-las nos balões e eu fiquei maravilhada quando vi o resultado! A comida foi feita pelas avós e bisavós (as sobremesas nos copos ficaram exactamente como eu queria), as bolachas decoradas também foram da tia Caty e os Cupcakes da tia Andreia. Os bolos foram imaginados por mim e exacutados na perfeição pela +Gema de Ovo, melhor seria impossível.

Deixo-vos algumas fotos do evento :)















As bandeiras e coroa feitas por +Caracolinha Linha 







Tivemos também uma mini festinha na creche, o Gui adorou quando lhe cantaram os Parabéns pela primeira vez.



Fiz a receita de queques da Na Cadeira da Papa e foram um sucesso!





Ainda cantámos os Parabéns mesmo no dia do aniversario, já que a festinha foi só no fim-de-semana.
 










Tuesday, April 28, 2015

um ano.




Esperei e ansiei por ti mais do que tudo na vida. Primeiro os longos meses. Depois os dias. As horas. Os minutos.
Quando chegou o dia de te conhecer aconteceu tudo como num filme. Dia 28 de Abril de 2014. Eu e o teu pai unidos como nunca. Mãos dadas. A medo, mas prontos para te receber. Revejo os passos todos, em câmara lenta. Fechei os olhos. Fiz força, tanta força. Pensava em ti. Pensava em tudo o que queria fazer contigo quando te visse pela primeira vez. Só queria que corresse tudo bem, que a minha primeira missão fosse cumprida. Trazer-te ao mundo. Nunca mais ias ser tão meu, pensava. Ias ser do mundo onde te ia colocar naquele dia. Carreguei-te em mim 39 semanas e 3 dias, dentro de mim, e ia trazer-te para fora de mim para te conhecer o rosto, o cheiro. A mão do teu Pai sempre na minha. As palavras que queria ouvir. Os sorrisos. As lágrimas.
Esperei mais. Os minutos que parecem horas. Ouvia-te ali tão perto já fora de mim. Nunca senti um vazio tão grande. Toquei na minha barriga, recordo esse toque como se fosse hoje. Vazia de ti. Só te ouvia chorar ao longe e o meu coração nunca bateu tanto, tão rápido.
A imagem mais nítida que guardo é o teu pai contigo ao colo. Quase 40 semanas a imaginar aquele dia, a sonhar com o teu rosto e foi tudo tão diferente, tão espontâneo, tão difícil ao mesmo tempo. O teu pai estava ali. De pé. A sorrir e a chorar. E tu. Tu tão pequeno. Tão indefeso. De repente vi-vos e achei que o meu mundo era outro. Tão diferente. Aconteceu tudo tão rápido. Somos três. Tentei repetir várias vezes o número para que entrasse em mim. Eu era mais Mãe. Ele era mais Pai. E tu o nosso Filho.
O teu Pai deitou-te no meu peito. Alguém diz na sala de partos que era o cenário mais bonito do mundo. O nosso filho era todo ele lágrimas dos dois. E eu tinha tantas dores. Tanto cansaço e só queria sentir-me melhor para viver contigo aquele momento. Pensava naqueles textos de mães que dizem que o momento é perfeito. E sentia culpa. Porque não era o momento perfeito. Cansaço. Dores. Só queria sentir-me bem para ti. E nesse momento quis voltar atrás, quis voltar a meter-te dentro de mim. Quis esperar mais. Guardar-te em segurança. Ter-te mais para mim, esperar para estar pronta.
Fomos para o quarto e mamaste pela primeira vez. E veio o primeiro cliché de muitos que se seguiriam. Era bom ter-te ali tão perto de mim. Alimentar-te. De repente era como se fosses só meu novamente. Depois vieram ver-te, entraram e eu vi mais lágrimas e sorrisos, percebi o quanto todos te amavam já. E senti um aperto. O amor que eu achava ser só meu era de tantos. Tanta sorte que tu tens. Tanto amor para ti. De tanta gente. Todos te querem tanto.
Nessa primeira noite via o teu Pai pegar-te, tão leve, tão feliz, tão rápido e sentia inveja, porque me sentia presa à cama com dores. E eu queria mais. Queria pegar-te e rodopiar pelo quarto contigo. Cantar-te uma música. Abraçar-te até me doerem os braços. Queria dizer-te tudo o que me ia na alma. Queria saltar de alegria. Correr pelos corredores e dizer que eras meu. Mas não podia. Só queria dormir, mas nunca mais dormi até hoje.
Chorei.
E chorei muitas vezes nos dias seguintes. Fomos para casa. A nossa casa. Aquele quarto era teu. A tua cama. Estavas ali. E era tudo tão estranho. Era amor, tanto amor. Mas amor que faz doer. Um amor para o qual eu não estava preparada. Amor é felicidade mas este amor é outro amor. É um amor que dói. Que nos faz pensar o mundo inteiro de uma só vez.  Sempre que olhava para ti a dormir no meu colo sentia um aperto. Como poderia proteger-te de tudo? Nunca pensei que seria possível querer mais a alguém do que tudo o que conhecia até ao momento. Mas foi. Contigo foi. E foi amor e dor e medo e culpa e cansaço e confusão.
Todos os dias foram melhores e essa a parte mágica de sermos pais. Os dias passam e sentimos cada vez mais amor. Mais felicidade. O parto vai-se desvanecendo. Aparecem só as coisas boas. Os momentos bons. O amor avassalador.
1 ano. 1 ano de ti. 1 ano como Mãe. 1 ano de Pai. 1 ano a três que mais parece uma vida. A nossa vida sem ti de repente fica ofuscada. Olho para as fotos e parecem há uma eternidade e ao mesmo tempo parecem ontem. És tu. Tu baralhas os dias, roubas o tempo, a nossa vida decorre por ti. Em ti. E não queremos nunca mais que seja de outra forma.
Foi o ano mais incrível. A maior das aventuras da vida é esta. Só pode ser esta. Nunca chorei tanto. Não sabia que podíamos chorar de amor. Chorar porque te ris pela primeira vez. A tua gargalhada é o som mais incrível. É o som que cura tudo. Que me cura a alma. Que me sossega. Podia passar o dia a olhar-te enquanto te ris. Ver-te brincar, explorar o mundo. Conhecer-te todos os dias mais. Mais da tua personalidade. Dos teus medos. És o nosso maior desafio. A nossa prova maior de amor. És o que nos move dia após dia. Ensinas-nos tanto, todos os dias. Aprendo contigo mais do que numa vida inteira que ficou para trás. Sou Mãe. Mas mais importante, sou a tua Mãe. Tua. E é para mim que estendes os braços. Todos os dias despertas novos sentimentos em mim e tens um poder que me assusta, como não me deixar enfeitiçar por ti? Tu disseste “mamã” pela primeira vez e eu caí, em queda livre, tem tanto de assustador como de bom.
Obrigada por este ano. Por me fazeres uma pessoa tão melhor. Por despertares o melhor de mim, por me fazeres ir buscar os meus melhores instintos. Todos os dias és mais independente. Dás um passo em frente que nos faz tão felizes e que me deixa um aperto maior. Saíste de mim. Deixaste de te alimentar através do meu corpo. Soltas-me a mão para agarrares o mundo. E quero e não quero.

Todos os dias adormeces de mãos dadas connosco. E eu só queria que fosse sempre assim. Porque a minha mão estará para sempre dada com a tua. És a extensão de nós os dois filho. És a minha vida. Parte de mim. O meu mundo.

Parabéns meu amor. Meu Pico. Meu babyGui.
Da Mãe.

Thursday, April 16, 2015

O que ando a comer - Vitela com legumes




Gostam?

o meu novo centro de mesa...fica bem, não acham?







A diversão do momento é despejar e depois voltar colocar os legumes  no cesto um por um, tão bom!

Também começou a divertir-se a empilhar cubos e a carregar em botões pequenos. Outra coisa engraçada é que esconde os brinquedos em todo o lado, atrás de móveis, gavetas, no mudador. Fico a observá-lo e ele está super empenhado em esconder o melhor possível, e depois vai ver se lá está e ri-se...

Todos os dias faz uma nova descoberta! Será que tanta coisa nova o impede de dormir? Porque as noites andam assustadoramente horríveis (e curtas)!

Thursday, April 09, 2015

O que eu ando a comer - Couscous com legumes

Hoje para o jantar o papá fez Couscous com legumes para os três! O Gui tem andado numa fase que não quer comer com as mãos, começa a irritar-se, digamos que este prato também não é o mais fácil.

Já tínhamos todos comido a sopa, por isso, deixámso que ficasse com o prato e com laranja e pêra e com o tempo acabou por comer feliz da vida, sempre sozinho ou com a colher :) é tudo uma questão de não insistir.




Receita: Couscous com cenoura, couve, courgette, alho francês e tomate(sem sementes), tudo estufado com um fio de azeite.

Wednesday, April 08, 2015

O que eu ando a comer - Papa caseira de aveia para bebés

Lanche: Papa caseira de aveia com puré de Pêra




Ele adora e eu fico feliz por lhe poder dar estes lanches mais saudáveis em casa!

Receita:

Pêra cozida triturada
2 copos de água
Meio copo de sumo da cozedura da pêra 
1 copo de aveia

Cozer a aveia com a água e sumo da fruta, 5-7min em lume brando, sempre a mexer até obter a textura que desejamos. No final, ja no prato, juntar o puré de fruta e servir 150ml (o resto comemos nós ehehe)

Podemos juntar qualquer fruta, já fizemos de maçã, manga, banana e simples.

Tuesday, April 07, 2015

O que tenho feito nos últimos dias...

Nestes últimos tempos deu para muita coisa, o tempo passa e ele muda radicalmente, parece impressionante.
Está cada vez menos bebé (ainda que seja sempre o meu bebé pequenino) e mais menino, mais crescido. Tem mais personalidade, é muito exigente e determinado, quando pensa uma coisa não descansa enquanto não consegue...é bastante teimoso também e ultimamente faz birras quando é contrariado. apesar disso, tem também um novo sorriso maravilhoso, ri-se com a cara toda e ficamos todos derretidos à volta dele.

Adora livros, anda numa fase que só quer brincar com livros e cá por casa já são às dezenas e dezenas. Os preferidos são livros com animais em que imitamos os sons e ficámos babadíssimos quando descobrimos que quando lhe peguntamos como faz a vaca, o porco ou o macaco ele imita na perfeição. Adora patos, sempre que vê um em qualquer lugar diz logo "tá", no banho também são os brinquedos preferidos.

passa o dia a dizer mamã, é para tudo e mais alguma coisa. basicamente nunca vai ao colo de ninguém a não ser que me perca de vista! apesar de ser uma sensação tão boa, saber que temos o colo mágico de mãe, ando toda dorida de andar sempre com ele em cima!

De repente passou a ter também um interesse acrescido pela nossa comida, por isso basicamennte passámos a adaptar a nossa alimentação para ele jantar o mesmo, é fã acérrimo de arroz, se o vir na mesa já não aceita a sopa e continua a comer muito bem sozinho e além das mãos, quer pegar na colher, um fofo portanto.

Dá uns passitos agarrado ao andador, levanta-se em todo o lado onde se apoia mas não me parece que se aventure sozinho tão cedo, ainda tem o rabo pesado.

Todos os dias nos preenche mais, olho para ele e quase não acredito que ele é tão grande, que já percebe o que lhe dizemos e tenta responder, o meu bebé foge-me das mãos a alta velocidade mas cada vez nos apaixonamos mais por ele, porque é cada vez mais ele, e está a ser uma super aventura conhece-lo!

a caminhar no parque depois da creche

o que é que isto faz mãe?

fui ver as galinhas da minha bisavó e tive um bocado de medo

a passear com a Tia Caty

o meu novo sorriso

cara de mau

na Páscoa com a avó

no escorrega com a madrinha



Andar dá demasiado trabalho!


Thursday, March 19, 2015

Carta ao meu filho, sobre o pai dele




Filho, hoje vou falar-te sobre o teu pai.

Mãe é mãe dizem.

E eu digo que Pai é Pai. Tu tens o melhor pai do mundo. O pai que foi pai assim que te ouviu pela primeira vez. O som forte do teu coração com 6 semanas. As lágrimas. As primeiras. Depois dessas vieram tantas. 

Tu cresceste em mim filho, dentro de mim. Mas metade de ti é do pai. E ele quis estar contigo. E esteve. Esteve quando me deu a mão nas consultas. Esteve quando sofreu por mim. Esteve em todas as aulas que eu quis estar. Leu tudo o que podia ler. Ouviu-me. Aturou-me. Limpou-me as lágrimas. Cozinhou para mim durante quase 40 semanas. Carregou as compras. Montou os teus móveis sozinho. Mudou os quadros de sítio quando eu pedi. Dei com ele algumas vezes sozinho no teu quarto, à tua espera. 

Na última noite que passámos em casa (ainda) sem ti, ficámos os dois acordados de mãos dadas e uma mão na barriga. Os três de mãos dadas. Os três unidos e preparados para o que estava a chegar. Quando o dia chegou fomos confiantes. Cedo, tão cedo. A mão dele sempre na minha. Deu-me forças. Disse que acreditava em mim. Em nós. Que eu era forte. Que eu conseguia. E deu-me chocolates às escondidas. Disse que eu era tão bonita.
Fomos para a sala de partos e o teu pai esteve sempre activo. Sabia tudo e eu sentia-me tão bem. Tão segura. Ele estava ali connosco. Nada nos ia acontecer. Deu-me a mão. Disse-me ao ouvido que estava na hora. Que eu era a mulher mais forte do mundo. Que me amava. Que te amava. E depois pegou em ti. E chorou. E fez-me chorar. 

Vestiu-te. Foi ele que te vestiu pela primeira vez. E pegou-te e eu vi que te encaixavas no colo dele. Era o teu ninho. O teu sossego. Mudou-te fraldas. Ajudou-me em tudo. Pegou em ti sempre. Dormiu contigo. Beijou-te tantas vezes. Disse que eras tudo para ele. Que eras a vida dele. Acalmou-te. Disse-me sempre que eu era a melhor mãe do mundo. Que estava tudo bem. Que éramos uma equipa. Que o nosso filho era perfeito e que íamos ser capazes. 

E fez-te rir. A primeira gargalhada que deste foi para ele. Também canta para ti tantas vezes. Faz-te dançar. Ficou contigo o primeiro mês. Não quis sair dali. Não quis ir trabalhar, não conseguia largar-te, desprender-se. Dá-te banho. Dá-te colo. Deu-te colo quando tinhas cólicas. E deu-me colo a mim também. O teu pai tem sempre espaço para nós os dois. Ficou contigo o último mês. Orgulhoso. Babado. Nunca está cansado de ti. Nunca está farto. Pega-te. Passeia-te. Levanta-se todas as noites para ver como estás. Fica ao teu lado quando estás doente. Chama-te filho com um amor tão singular. Tão natural. Às vezes, já estamos quase a adormecer e ele diz-me “o nosso filho é tão lindo”. E eu sorrio.

O teu pai é pai por instinto. É pai sem saber o que é ter um. Por isso é pai e mãe. É teu por inteiro. É o melhor Pai do mundo.

Feliz dia do Pai, Pedro.

Wednesday, March 18, 2015

Foi hoje!

este dia teria que chegar...ultimamente deixo o Gui na creche e ele vai de imediato para o colo delas e diz-me adeus.

hoje ficou agarrado a mim, aos gritos, a chorar! quando foi para o colo da educadora ficou quase sem ar de tanto chorar e a olhar para mim.

sempre a olhar para mim de braços esticados.

e eu tive que sair... tive que ir embora a contorcer-me de dores por dentro.

tudo o que eu mais queria era pegar nele e sair dali.

Wednesday, March 11, 2015

ser mãe é conhecer palavras assustadoras

há sempre aqueles dias em que nos questionamos se estamos a agir da forma mais correcta. pronto, muitos dias. olhamos para o nosso filho e tentamos perceber se ele é feliz, se ele é mimado demais, se o estragamos, se não lhe demos atenção que chegue, atenção a mais, se ele se sabe comportar, se sabe os limites, se um dia conseguiremos educá-lo.
ao ser mãe aprendi que muitas palavras podem ser incrivelmente assustadoras.
cólicas. morte súbita. percentis. vsr. saturações.quedas. síndromes. sono. medo. berçário. mãe. pai. saudade. manchas. pintas. febre. sonhos. e EDUCAR.

uma dessas palavras é educar. nada pode ser tão assustador.
como amar tanto alguém e ainda assim estar preocupado com educar?
como querer passar o dia a fazer alguém tão feliz e educar? como dar tudo por tudo para ouvir aquele riso que nos abre o peito e nos enche de amor e mesmo assim dizer "não", contrariar, causar lágrimas quando tudo o queremos é ver um sorriso. é duro. é duro educar. é duro fazer chorar sabendo que é para que o seu sorriso se mantenha, seja real a vida inteira. é dizer "não" para que ele seja uma pessoa melhor, mais feliz, mais confiante. é estabelecer limites para ele um dia saber ser humilde, saber compreender o mundo e ver para além do próprio umbigo.

eu quero acreditar que educar é um processo diário, educar é quando somos sinceros connosco mesmos, quando nos guiamos pelo nosso instinto e nos deixamos ser mães. mães verdadeiras. eu quero acreditar que, para já, educar é mostrar o quanto eu o consigo amar. mostrar que me surpreende que possa amar mais. educar tem sido mostrar que também pouco sei sobre isto tudo, que há dias piores e melhores, mas que faço tudo para ter um sorriso pronto para ele. educar é dar o meu colo porque nada me faz sentir melhor por dentro, ser mãe mostrou-me que afinal tenho super poderes que não sabia, um colo que cura tudo, um beijo que mata bichinhos, um abraço que faz cessar lágrimas. educar tem sido mostrar como é a nossa vida lá por casa e que ele faz todos os dias parte. tento dizer não e ele já conhece essa palavra. mas conhece também a palavra amor. a palavra felicidade. a palavra mãe e pai.

eu quero acreditar que educar vem também de dentro. vem do nosso interior. do nosso melhor instinto. porque amar é tudo junto. é querer ser o melhor para ele. é querer ser mãe e amiga e professora e médica e tudo junto.
é querer que ele estenda os braços sempre na nossa direcção. é deixá-los ir de lágrima no olho mas com um incentivo pronto. é dizer não também e explicar que chorar também faz parte. é contrariar para que entenda que a vida às vezes pode ser dura e que é importante lidar com frustrações.

ser mãe é carregar um mundo em cima e mesmo assim não se imaginar de outra forma. nunca mais. todos os dias.

todos os dias mãe.



Thursday, March 05, 2015

O stress das noites mal dormidas

Muito se fala sobre o sono dos bebés. Acho que o mito começa ainda antes de engravidar, enquanto  solteironas, sem filhos a gozar a vida, já ouvimos ao longe o casal que se queixa ferozmente das péssimas noites que o seu mais que tudo lhe dá constantemente e pensamos, quase aliviadas, "ufa, ainda bem que isto ainda não é comigo!"

assim que divulgamos a notícia de que estamos grávidas aparece de imediato alguém que nos diz "durmam enquanto podem, aproveitem"! e esta frase repete-se ao longo das 40 semanas, cada vez num tom mais preocupante "vai ser muito duro, durmam agora"...e eu tentava dormir, com todas as forças, tinhaq uase pavor do que me esperava, essas míticas noites mal dormidas.

O Guilherme nasceu e ainda na maternidade começaram as noites mal dormidas, as famosas. Ele não pregava olho, mas uma coisa é certa, eu não dormiria nem que ele dormisse que nem um anjo, o nosso estado de alerta altera-se por completo, passamos a estar atentas ao menor ruído imaginário, o nosso filho mexe-se e lá estamos nós em cima do berço, ele faz um som com a boquinha e já o imaginamos a sufocar no próprio vómito, se ele respira mais alto é porque pode estar doente, se não o ouvimos respirar de todo vamos lá ver porque pode não estar bem... tudo em nós muda, passamos a dar conta de qualquer som mínimo... por isso, as noites mal dormidas começam em nós, essa é que é essa!

Há bebés que dormem noites inteiras desde cedo, ouvia sempre as histórias à minha volta, tentava perceber se era eu que fazia algo errado.
O Guilherme mamou sempre de noite até querer. Mamava religiosamente de 2 em 2h até perto dos 3 meses, depois, em momentos de loucura, lá dormia 3 ou 4h seguidas,  o que era um milagre! Os primeiros meses foram os mais duros, ele mamava de 2 em 2 mas como sabem, não é apenas dar de mamar, havia toda uma logística, pegar nele, amamentar o que implicava uns 20 ou 30min, depois o pai pegava nele 15min ao alto (sim, porque ele tinha um problema de refluxo e passava o tempo a bolsar imenso e só assim resolvemos a situação), depois mudar a fralda (isto poderia ser antes, dependia do choro de fome) e depois readormece-lo que, quando acontecia e eu me deitava, estava praticamente na hora da próxima mamada. Cheguei muitas vezes a adormecer sentada, a deixar cair a cabeça, a não saber onde ele estava e a acordar sobressaltada "O Gui??!" e o pai, também desorientado,  lá dizia que já o tínhamos deitado. Foram 3 meses em piloto automático, sem nunca dormir mais que 2h seguidas, e nunca mais de 5h por noites...foram 3 meses que eu nunca acreditei que superaria.

Nesses meses, muita coisa me passou pela cabeça. A culpa era minha, claro, é sempre da mãe. Comprei livros, li teorias sem fim, mudei os hábitos, mudei a hora do banho, mudei a hora das mamadas, tentei dar dar leite adaptado no fim dele mamar porque pensei que poderia ter fome, como ele dormia em co-sleeping no berço da chicco next2me, tentei afastar mais o berço porque podia ser de estar ali tão perto, tentei trocar de lugar com o marido, acreditem ou não, tentámos dormir todos na sala...tudo o que possam imaginar! o resultado era o mesmo, noites mal dormidas!

Depois começou o mito dos 3 meses "ah isso passa com 3 meses!" mas não passou.

"isso passa quando comer a sopa", mas aos 6 meses não passou.

"isso passa quando já não mamar", mas também não passou.

Há muito que deixei de pensar nisso, aceitei a realidade óbvia de que os bebés não dormem bem, eles não sabem readormecer, eles precisam do contacto dos pais, uns mais que outros. Nunca tentei retirar o leite durante a noite, nunca o afastei do meu colo para ele dormir, nunca o deixei chorar 1minuto quando sei que tudo o que ele quer é colo. Posso estar errada, é um facto, mas acho que já aprendi que tudo passa com o tempo e eu só tenho um bebé (ok, para as mães eles são sempre bebés ao longo da vida) durante um curto período de tempo, porque não aproveitar?

Sem eu ter feito nada para tal, o Guilherme deixou de querer adormecer ao colo. Ele cresceu sem eu dar conta, sem eu forçar. Não consigo conceber que nos desliguemos do nosso filho, o filho que cresce dentro de nós durante 9 meses e que, mal está cá fora, queremos deitá-lo num berço e esperar que ele lá fique 8horas sem nos chatear.

Com 10meses, o banho do Gui é pelas 18h30, depois de brincar uns 30min, dependendo da hora que o conseguimos ir buscar à creche. Depois vestir, secar o cabelo, e já são 19h30...tentamos jantar todos juntos o que acontece a maioria das vezes, mas se não der mesmo também não fico a sentir-me hiper culpada por isso, dou o jantar dele e pronto. Depois tratar dele, lavar dentes, mãos e boca, e tento perceber como ele está, isso é importante. ver se ele está cansado ou não. Vamos para o quarto, deito-o na nossa cama, lemos uma história, depois ligamos as estrelas (aquele da chicco que projecta estrelas no tecto) e ele vai brincando, rolando, dá-nos as mãos e acaba por adormecer, ali coladinho a nós. Quando me apetece lá o coloco na caminha dele e normalmente fica até às 3h ou 4h da manhã, nos dias bons, nos outros, vai chorando porque perde a chucha, porque tem tosse, ou sabe-se lá o quê.
Quando ele desperta mesmo, levamo-lo para a nossa cama e lá fica até às 7h, hora em que bebe o leite e fica mais um pouco.
Isto não é rotina, é o habitual mas se fugir disto nos fds não nos afligimos! 

Tem noites más? Muitas mesmo. Em 10 meses nunca dormiu uma noite completa sem chamar a meio.
Custa? Sim, tem dias que sim, mas cabe-nos arranjar formas de lidar, nos dias piores fazemos turnos por exemplo.
O mais importante é que desde que o levamos para a nossa cama, desde que nos deixámos de tretas e filosofias e teorias das mães dos outros, que a nossa vida melhorou e muito. Acabamos por dormir melhor os 3 e ponto final.

Nunca fomos capazes de o meter na nossa cama antes dos 7/8 meses, por questões de segurança. Mas não vejo mal nenhum em quem o faz, acho que não há nada melhor do que o bebé poder dormir junto à mãe. Autonomia? Tem tempo! Um dia vão querer que ele seja menos indepenente e corra para o vosso colo, aproveitem agora!


Tuesday, March 03, 2015

Digam lá que não

Digam lá que isto não começa a parecer uma creche lá por casa!

um canto da sala

um canto do quarto dele

para quem não gatinha, já sabe desarrumar que não é brincadeira!

Wednesday, February 25, 2015

Quase 1 ano!

Tremo só de pensar nestas palavras: 12 meses, 1 ano, 1 ANO.

(recém mamãs, não chorem a ver este vídeo)

o meu bebé ainda agora nasceu e já vai fazer um ano (daqui a 2 meses). eu ainda me comovo por tudo e por nada, não há quase dia nenhum que não verta uma lágrima (ou duas) depois de ver um vídeo que envolva mães e bebés, que não me dê vontade de chorar quando o ouço chamar "mamã" ou quando ele acorda e me dá um dos sorrisos mais incríveis que existem no mundo...o do meu bebé.

não sinto ainda saudades do tempo que já lá vai, apesar de saudosista inata. adoro cada dia que passa, mais do que o anterior, cada fase é mais mágica, mais incrível. cada dia nos conhecemos mais e mais e nunca me canso de descobrir que este amor louco afinal não tem fim, não tem barreiras, não tem limites. e é esta uma das muitas maravilhas de ser mãe. sabermos pela primeira vez na vida que afinal o amor pode ser assim. sem fim.

poderia dizer que a minha vida mudou radicalmente, e mudou. pouca resta de mim porque eu não tenho medo de dizer que sou outra, que mudei. como podemos não mudar?
todos os meus dias são diferentes agora, não há rotinas, não há planos, há sim surpresas constantes, novidades diárias, momentos intensos, bons e maus, há mais dúvidas mas mais certezas daquilo que queremos.

queremos fazê-lo tão feliz quanto formos capazes.


Gui com 8 dias

Tuesday, February 24, 2015

Baby proof de house mum!

A 1 semana de completar 10 meses, decidimos no fim-de-semana que estava na hora de colocar a casa no grau II de baby proof home ahaha! Já tínhamos uns belos cantos de mesa (em forma de mãos de Mickey), as tomadas todas tapadas, os objetos mais perigosos e que partem mais afastados, mas agora foi hora de retirar do alcance as coisas mais perigosas como extensões, cabos, pilhas, peças pequenas que se acumulam em gavetas, etc etc.
No quarto dele foi também altura de retirar do mudador os cremes, líquidos de limpeza e os medicamentos, ficou tudo fechado no armário e ao alcance ficaram apenas as fraldas, os mudadores portáteis e mais umas coisitas inofensivas.

Isto porque, como sabem, os bebés mudam de um dia para o outro, é como quando caem de algum sítio porque os pais acham que eles ainda não rebolam, só que eles não avisam, eles simplesmente um dia fazem...e eu vi que o Guilherme andava a arrastar-se demasiado pela casa e começámos a dar com ele por todo o lado, muito caladinho, a mexer no que não deve!

Enquanto arrumávamos, o bebé Gui andava atrás de nós a desarrumar... e vejam lá se não é parecido a ter um cãozinho (desculpa filho dizer isto, mas tu roeste um livro, ROER)

Aqui vou eu, quase quase lá

finalmente livros!!

qual vou destruir primeiro?   


Atenção, este vídeo pode conter imagens explícitas e chocantes de um livro a ser devorado vivo :)