Friday, March 09, 2012

Eu e as publicidades

Continuo a ficar vidrada em algumas publicidades... esta é mais uma. Adoro o making of


Monday, February 20, 2012

words in my mouth

nunca quis verbalizar-te. sabia que quando te tornasses palavras, serias finalmente real. até aqui não foste mais do que uma lembrança longínqua. conseguimos banalizar-nos de tal modo, que tudo foi tão simples, tão natural.
evitámos trocar palavras sérias. as palavras passam rapidamente a sentimentos, a emoções.
tu e eu sabíamos isso. não seria errado até essas palavras saírem das nossas bocas. não seria importante até um de nós tocar um no outro com palavras. passaram tantos dias que perdemos a conta e em nenhum desses dias exististe.
hoje existes. agora somos palavras. depois das palavras tudo em ti, de repente, se torna real. a tua mão. os teus olhos. o teu cabelo.
agora olhamos um para o outro. agora perdemos a capacidade de falar porque apenas queremos soltar as mesmas palavras.
agora que nos verbalizámos, não sei o que te dizer.

Thursday, December 29, 2011

Our world in 2011

Talvez não pareça mas estas são imagens deste século, deste ano. No nosso mundo actual, há milhares de pessoas a viver desta forma.

O que espero para o próximo ano de 2012 é que comecemos (eu incluída) a pensar um bocadinho mais no mundo à nossa volta e não apenas no nosso mundinho, nos nossos problemas, na nossa infelicidade.


Não muda nada escrever estas palavras... mas também não custa passar os olhos nestas imagens.
















Prometo que para o ano faço um post mais agradável, com imagens bonitinhas do ano.

FELIZ ANO NOVO A TODOS!

Wednesday, November 23, 2011

Breakfast



todos os dias acordo bem disposta. faço-te sorrisos. faço-te canções. faço-te piadas das quais nunca te ris. ocupo o vazio com palavras porque não suporto o silêncio entre duas pessoas. duas pessoas não podem não ter nada para dizer uma à outra.
quase todos os dias acordo bem disposta.há dias em que o silêncio sou eu e isso incomoda-te. não sabes lidar com ele. desconforta-te. perturba-te. mesmo passados estes anos todos.
custa-me compreender que duas pessoas possam começar a virar costas sem palavras. dormir sem insónias. custa-me entender que se aprenda a viver com o silêncio ou com a indiferença. custa-me perceber que um dia corras o mundo por uma birra minha e no outro encolhas os ombros e reclames em voz baixa.
eu tenho sempre muito para te dizer e é por isso que não sabes como reagir quando não tenho palavras para ti. nunca sei o que tens para me dizer. nunca sei se passaríamos horas calados a encontrar pequenas frases sem nexo para quebrar o gelo.
para ti a rotina é o mais importante. há pessoas que têm que fazer o mesmo, diariamente, para se sentirem vivos. para sentirem que de alguma forma, controlam a sua existência. torna-os mais vivos, mais independentes. nunca foges à rotina, aos horários, à vida regrada e controlada, sem pressas ou desaforos.
não vou nunca perceber o silêncio nem o controlo.
fazes-me o pequeno-almoço, afinal está na rotina.
eu faço-te a vontade e entro nela. calada.
a diferença está na forma como te sentes vivo e em como me sinto morta.

Tuesday, November 22, 2011

Feelings

"faço-te crer que te quero, sem te querer, sem o querer fazer. não te quero dizer que te quero, mas o teu nome teima em não ser apagado. quero-te sem o querer, quero-te sem querer.
canso-me de mim, dos outros. canso-me de me explicar porque ninguém percebe, não querem entender, não tenho jeito com as palavras e os meus pensamentos são demasiados complexos, até para ti.

tanto faz já, digo-te a ti o mesmo que diria a outro qualquer. são só palavras,e o significado? perdeu-se quando te perdi a ti. agora são palavras e digo-as quando me apetece, não julgues que são sentimentos, esses já não os tenho."

Friday, September 23, 2011

"Vens para aqui pavonear-te com camisola amarela
Deixa de lado a poesia porque eu não preciso dela
Pega-me com precisão, deixa-me deixar-te vir
Sabes bem isto é tesão, não vale a pena fingir

Um dia destes acordas com saudades do futuro
Salta logo de uma vez antes que se parta o muro
Sempre que te controlares esqueces mais um bocadinho do que poderias ser
Deixa lá de ser mesquinho
Despenteia-me o cabelo faz de mim gato e sapato

Põe de lado a cantoria anda, vá, não sejas chato
Controla-me os passos todos, assedia-me o destino
Faz-te passar por gatuno ou um cruel assassino
O que mais queres que faça? o que mais posso eu fazer?
Sabes que eu sei que queres e não há tempo a perder

Beijo-te primeiro, depois mordo até doer
Puxas-me o cabelo e eu quero obedecer
Vagarosamente dou por mim aos trambolhões
Sigo cegamente todas as provocações
Tranco a minha boca, grito, muda, deixo-me ir
Quero que me sintas distante, a descair.

Vens para aqui pavonear-te com camisola amarela
Deixa de lado a poesia, eu não preciso dela
Pega-me com precisão, deixa-me deixar-te vir
Sabes bem isto é tesão não vale a pena fingir

Um dia destes acordas com saudades do futuro
Salta logo de uma vez antes que se parta o muro
Sempre que te controlares esqueces mais um bocadinho do que poderias ser
Deixa lá de ser mesquinho, deixa lá de ser mesquinho."

Pavonear
A Caruma

Wednesday, September 07, 2011

Não te quero.

decorei-te mais facilmente as palavras meigas. passam meses sem ti e de ti passam mil e uma razões para não te querer. junto-as e tento decorá-las, coloco-te de lado, não tenho espaço em mim para ti agora. dizes que somos almas gémeas de ocasião mas longe de ti, essas palavras perdem sentido. longe de ti deixo de perceber o que me mantém tão perto, o que me faz querer estar perto.
passam meses sem ti e começo apenas a recordar o melhor de ti, as razões que fazem sentido perto de ti.
posso evitar-te sempre. mas vou sempre querer recordar-te para me certificar que não te quero.
junto de ti quero afastar-me. quando estás longe, apenas sei procurar-te.

Thursday, September 01, 2011

Old times



But I'm the kinda woman
That was built to last
They tried erasing me
But they couldn't wipe out my past

Linguagem gestual

Vou aprender linguagem gestual para poder comunicar melhor contigo.

quando me perceberes melhor, talvez eu te compreenda a ti. talvez me compreenda a mim mesma.

talvez perceba, de vez, aquilo que me completa.

Tuesday, August 30, 2011

Wednesday, August 03, 2011

O que eu vejo em ti

"In my experience, the prettier a girl is, the more nuts she is, which makes you insane."
"I like how you can compliment and insult somebody at the same time, in equal measure"

Não tenho gravada nenhuma imagem tua, dos momentos em que te tenho mais perto de mim. Não sei se tenho os olhos fechados enquanto te aperto em mim, se é a tua imagem que se apaga sempre. Ficam as imagens nos outros, são eles que nos vêem.
Pergunto-me o que verás tu em mim.

Tuesday, May 31, 2011

Não me apetece.

eu ao teu colo. uma camisola que não me pertente, nem a ti já agora. aninho-me em ti e coloco os teus braços à minha volta. surpreende-me sempre a forma incrível como encaixamos um no outro, sem nunca nos termos pertencido. estás com pressa, mas acabas por me apertar e sussurras-me ao ouvido "estás tão carente". quero contrariar-te mas faltam-me as forças, não me apetece fingir-me de forte agora, quero apenas estar ali abraçada a ti. contas os minutos, perguntas-te se já podes afastar-me sem que eu fique amuada contigo. não quero que me largues mas sei que vai acontecer.
cheiramos a noite.
mas tudo o que me apetece é ficar ali, com a tua atenção que nunca é minha.
continuas a falar-me com o teu sorriso, aquele sorriso de que todas falam menos eu. brincas comigo, tentas provocar-me, falas-me na nossa linguagem habitual mas a mim não me apetece... agora não.
agora quero só um abraço.

Monday, May 30, 2011

vamos conversar um dia, os dois.

entre quatro paredes, troco-te o rosto vezes sem conta...não sei o que tanto procuro em ti e tento encontrar nos outros. não sei o que te falta que tanta falta me faz. ninguém te substitui mas eu procuro-te em todos, menos em ti, esqueço-me de te procurar em ti mesmo. vamos conversar um dia, os dois.

Tuesday, April 12, 2011

Eu gosto que...

qualquer uma com metro e meio de pernas. com cabelos loiros encaracolados, ligeiramente colados aos lábios encarnados, semi abertos. com a pastilha enrolada nos dedos, com unhas que deixam marcas em ti. qualquer uma com cérebro a menos, rabo a mais. qualquer uma que se desfile, que te faça olhos, que se babe para ti. qualquer uma que te enrole entre as longas pernas, sem saber o teu nome de cor.


...te engane.