Tuesday, November 23, 2010

I don't have a Breaking Point

há mãos que não se dão...que não encaixam uma na outra. podemos entregar o corpo, devorar um beijo, sentir de perto alguém mas quando se dão as mãos, sabemos sempre se encaixam uma na outra. eu e tu sabemos isso. que as nossas mãos não se dão.

Thursday, November 18, 2010

Estou farta que...

não possa estar uma dia mais calada que vem logo toda a gente perguntar o que se passa! Sim, também tenho dias em que estou mal disposta!

Autumn



photo by http://lonelypierot.deviantart.com/


Sempre detestei o Outono. Pela primeira vez, está a saber-me bem este tempinho frio...ouvir a chuva durante a noite...andar com o casaco e cachecol atrás...
há coisas na nossa vida que mudam de um momento para o outro, e é incrível a forma rápida como nos adaptamos.

Wednesday, November 17, 2010

"muitos dos bons momentos que vivemos, começam com discussões. porque prefiro fazer uma birra, do que dizer o quanto te quero. acabamos frente a frente, rodeados de cheiros que conheço há pouco tempo mas que já identifico, num espaço que não me (nos) pertence. há algo de espontâneo entre nós que me fascina. despedimo-nos como se não nunca mais nos fossemos cruzar. aperto-te contra mim para que fique algo de ti em mim. trocamos partes de nós mesmos, mas não nos damos um ao outro, isso nunca. preferimos fingir discussões. preferimos fingir que tudo são momentos. e conseguimos sempre sorrir."

Bom dia...

Curiosamente, tenho acordado sempre bem disposta! E ainda há quem diga que eu tenho mau feitio...

Monday, November 15, 2010

tell me a lie

quero ouvir as tuas mentiras, fazes-me sede de ti e das tuas mentiras sussurradas ao ouvido. enrolas-me entre uma mentira e outra e eu transformo-as em palavras doces e juras de amor. prefiro as tuas mentiras às tuas verdades. gosto de ti assim, entre mentiras que trocamos e que de tantas vezes repetidas, se tornam verdades. uma verdade boa.

Saturday, November 13, 2010

Peças

detesto quando se está a construir um puzzle e de repente, uma peça que parece encaixar exactamente naquele sítio, não se ajusta. tentamos e tentamos, forçamos a peça a entrar porque nos parece perfeita para aquele espacinho em branco... as cores são as mesmas, a forma assemelha-se...porque não a conseguimos encaixar? por momentos até parece ficar bem, então afastamo-nos e olhamamos para o puzzle quase completo, quase perfeito, acabando por compreender que é inutil manter aquela peça num sítio que simplesmente não lhe está destinado.
temos de aceitar...há peças que nunca vão encaixar no puzzle...se procurarmos bem no meio de todas as outras peças, ela até poderá aparecer. talvez até possa estar perdida no fundo da caixa...mas, muitas vezes, a peça nunca aparece.teremos que viver com o puzzle incompleto e é preferível do que desmanchar, vezes sem conta, o mesmo puzzle...e nunca aceitar que ele fica muito melhor sem aquela peça.

vou aprender a viver sem uma peça que não me é essencial... e admitir, de uma vez por todas, que ela apenas estava a estragar o puzzle completo.

Wednesday, November 10, 2010

Lições de vida

quero querer-te como quem quer um capricho sem importância, mas quero que me queiras por inteiro. quero usar-te como quem usa um brinquedo e põe de lado, mas quero que me queiras com todas as forças. quero tocar-te fugazmente, mas quero que me agarres e que me prendas. quero que me queiras mas quando queres eu não te quero. quero-te sem te querer, e quero que me queiras sem quereres. e não nos queremos. e queremos.
um jogo destes só tem um final, ambos perdemos. e no fim, sobra apenas um vazio que nos ensina, uma vez mais, que tudo o que queremos muito...acaba por nos magoar.

Monday, November 08, 2010

my life is a mess

Podemos levar anos a construir algo...e demorar apenas minutos a destruí-lo! A razão é a mesma, querermos muito alguma coisa!

Thursday, October 28, 2010

Shiu!

às vezes falamos tanto, dizemos tudo o que queríamos dizer de uma só vez, bem decorado, sem pausas para respirar.

no final, tudo o que resta é uma enorme vontade de ter ficado em silêncio!

Wednesday, October 27, 2010

Uau...eu consigo mesmo passar os limites parte II

É só virar a cara e levar a próxima chapada! Depois a dor passa...e é nesses breves momentos que nos sentimos mais fortes do que nunca.

Friday, October 01, 2010

Thursday, June 24, 2010

não vejo a estrada, e começo a seguir os outros

30 minutos a conduzir sem direcção, completamente envolvida nos meus pensamentos, seguindo fielmente, como um cachorrinho segue o seu dono, os carros da frente que se amontoam em fila. Consigo conduzir, sem saber que o faço. Quando finalmente abro os olhos, não reconheço o caminho, não reconheço o que me rodeia. Sinto os batimentos cardíacos aumentar, penso que talvez não esteja perdida, que possa estar simplesmente confusa. Virei na direcção errada, sem sequer me aperceber. Tento lembrar-me do que fiz na última meia hora, agora parece-me incrível que tenha estado realmente a conduzir. Perdida. Apenas a seguir os outros. Será que ligue a dizer que vou chegar atrasada? Dou meia volta, percorro mais uns quilómetros, agora já desesperada. Encontro finalmente o caminho, acelero e tento permanecer concentrada. Quando tudo regressa à normalidade, quando passa o susto e a adrenalina, coloco de novo de lado os pensamentos que tive. Esqueço o “vou estar concentrada”. Perco-me em desvarios novamente. Não vejo a estrada, e começo apenas a seguir os outros.
Pensando bem, também vivemos muitas vezes assim, em modo automático. Seguimos, como cordeirinhos, os passos dos que estão à nossa frente, todos mal amontoados em filinhas intermináveis. Damos passos, sem sequer saber que os damos. Perdidos. O coração bate mais rápido, às vezes, ficamos ofegantes, com medo de perder tudo. Com medo de chegar atrasados à nossa própria vida. Será que ligue a dizer que vou chegar atrasada? Na maior parte das vezes, esquecemo-nos de viver realmente, desperdiçamos dias inteiros a viver por viver, agarrados com todas as forças a uma rotina que nos foi imposta. Quando nos deparamos com o fim de alguma coisa, quando nos metem à prova, juramos a nós mesmo que vamos viver mais, aproveitar mais. Mas depois acabamos por esquecer, é mais fácil viver assim. Não vejo a estrada,
e começo a seguir os outros.