Saturday, December 01, 2007

dia 0




Vou fazer duas tranças no meu cabelo,
usar um vestido aos folhinhos...
rir às gargalhadas e pintar as bochechas,

subir para o meu baloiço e tentar dar um volta completa sem cair.


Nos próximos dias vou estar ocupada a tentar...
depois, dou notícias!



/amo-te e tenho saudades tuas*

eu própria

Tuesday, October 23, 2007

outros tempos



Há coisas na nossa vida que nos custa perceber.

há coisas na nossa vida que provavelmente nunca iremos perceber.
mais vale nem tentar.
mais vale nem questionar porque provavelmente não vamos gostar da resposta.
fingimos que sim. fazemos um esforço. transformamo-nos em algo que nunca fomos. fingimos na mais fiel transparência.
tenho demasiado em mim.
preciso respirar livremente, despir-me de uma responsabilidade. quem disse que o amor tinha responsabilidades? não gosto desse amor.
talvez haja um tempo para amar.
depois passa o nosso tempo, amámos e tudo o que vem a seguir ou é uma cópia ou um rascunho já com as devidas correcções. uma folha cheia de riscos vermelhos.
há quem lhe chame evitar os mesmos erros.
eu chamo desaprender de amar.

ou bem que nos atiramos de cabeça...
ou bem que não amamos novamente.
decide-te.
mas não leves, com as tuas palavras, parte dos meus sonhos.
não me retires mais.
não me dispas mais de elogios.



tudo menos ouvir-te dizer "Outros Tempos"

volta para esse passado se queres. comigo aqui, não me obrigues a vivê-lo. não quero, obrigada.

Sunday, October 21, 2007

Viagens no Tempo

Há determinadas coisas na nossa vida que têm o poder de nos transportar para longe. Como pequenas máquinas do tempo (quem disse que elas não existem de verdade?). Elas existem sim, se pensarem bem vão dar-me razão! Por vezes, ao nos depararmos com uma música, um objecto, uma foto ou qualquer outra coisa que nos seja querida (ou o inverso), somos imediatamente remetidos para um outro espaço temporal. Uma viagem no tempo para ser mais específica. Por momentos, sentimos o nosso corpo desfazer-se e embarcar numa viagem. Quando damos por nós, estamos a viver algo que já vivemos um dia. Comigo é assim. Posso garantir que a "máquina do tempo" funciona realmente e cumpre com o propósito para que foi criada. Levar-nos ao passado. Passa tudo a ser demasiado real. Demasiado palpável. Demasiado. Simplesmente demasiado para que possa ser aceite sem um tragozinho de desconfiança da nossa parte. Consigo ver e sentir em mim exactamente as mesmas coisas e as mesmas emoções do dia em que vivi o que agora (apenas) relembro. E fico por ali perdida, sem ter propriamente noção de quanto tempo dura essa minha pequena aventura. De repente, é como se acordasse de novo. (não que tenha estado a dormir). E tudo parece não passar de um sonho. Serão sonhos apenas? Não, não pode ser. Posso jurar estar acordada. Algumas dessas coisas que nos levam ao passado eu já as conheço. Evito-as ao máximo por saber que me deixam uma sensação estranha no corpo. Não gosto de viver em demasia o meu passado. Quando o faço, dou comigo a esquecer-me de viver o presente. É comum esquecer-me de viver. Viver cansa e exige muita concentração.
Esta é daquelas coisas que sempre me incomodaram.
Há, por isso, músicas que prefiro já nem ouvir. Recordam-me. E eu prefiro esquecer.




Quero dormir, acordar e ir buscar-te a casa.
Faltas-me.

/eu própria

Friday, October 19, 2007

Toda a gente tem direito a birras de amor...




Faço cara de amuada. Viro-te as costas. Acendes a luz do quarto. Apago-a. Quase me esqueço do motivo da minha birra.

Sussurras ao meu ouvido o que eu preciso ouvir.





Fico em silêncio. Na minha cabeça tenho apenas um pensamento.
Não seria capaz de enumerar tudo o que gosto em ti.
Quero lembrar-me de algo que eu não goste e não sou capaz...

Isso faz de mim o quê?

Saturday, October 06, 2007

we belong together



Abro os olhos e és a minha primeira visão. (quero que seja, para sempre, assim)
Quero olhar-te desmedidamente. Descaradamente. Apreciar cada movimento teu. Observar cada expressão tua. Adivinhar os teus movimentos. Venerar a tua existência.
Fecho de novo os olhos, ter-te ali desenhado à minha frente é como viver o mais perfeito dos sonhos. És o meu sonho.
Desculpa quando te desiludo.
Reabro os olhos. Olho bem fundo nos teus tentando adivinhar-te os pensamentos. Sorris e eu sinto vida dentro de mim. Abraça-me. Preciso de te ouvir.
Diz que me amas.
Ás vezes, é como se a nossa vida nos escapasse. Estamos, por tempo indefinido, a viver algo que não é nosso. Como se alguém nos invadisse o corpo e fizesse com ele o que quer. E onde estou eu? Para onde vou nesses momentos? Não me reconheço enquanto revejo mentalmente os passos que dizes ter sido eu a dar.
Ficas do meu lado, mesmo quando olhas nos meus olhos e não é a mim que vês.
Desculpa todos esses momentos que te deixo sozinho.
Quero ficar abraçada a ti. Perder noção de tudo e apenas sentir os teus braços. O som da tua respiração no meu ouvido.
Estou a beber do teu corpo. A recuperar o que me falta para viver. Estou a esgotar-te a ti ao tentar ganhar forças para me levantar.
Amo-te incondicionalmente.
Amo-te todos os dias de um modo diferente.


Hoje, amo-te mais que nunca Pedro.


/eu própria

Tuesday, September 18, 2007

Amizade é...



Quantas são as vezes que pedimos um conselho a alguém, que desabafamos, que confessamos o que nos vai na alma e obtemos uma resposta sincera, verdadeira, sem qualquer sombra por trás? Quantas são as pessoas que podem dizer que se sentem rodeadas por verdadeiros amigos? Passar por tanta coisa. Sentir um turbilhão de diferentes emoções ao longo da vida. Tantas vezes injusta. Tantas vezes errada. Chegar a esta hora, olhar-te nos olhos e ter tudo espelhado neles. Na transparência absoluta de que tudo o que me dizes está ali. Nua nos teus sentimentos. E logo me sinto completa. Feliz por perceber que vale a pena. Que lutei por algo que agora posso aclamar como único. Perfeito na sua imperfeição. Sentir que encaixo em todas as tuas palavras e que a peça que me falta és tu. E fico completa. Caminhámos de mãos dadas tanto tempo. Agora separadas, nada me reconforta mais que sentir que me dás a mão de novo e me indicas o caminho. Caminhos esses que jamais se irão afastar. por mais curvas que tenhamos que ultrapassar. Ambas o sabemos.


Desculpa por tanto.
e acima de tudo, obrigada por seres o meu eu quando pareço esquecer-me de quem sou.

"cawuixby"



"Às vezes sentimo-nos inúteis, impotentes. Como uns seres sem vida, incapazes de ter nas mãos o poder de amar e conquistar.
Queremos dizer uma coisa, porque sabemos que a sentimos em nós. Sentir é o mais importante. Será?
E se não formos capazes de demonstrar esses nossos sentimentos?
Se não dermos provas dele a quem nós mais amamos?
Será que essa pessoa continua a saber que é assim, que gostamos dela acima de tudo, que nos preocupamos a cada minuto, que nos interessamos por tudo o que ela possa fazer?
Não. As pessoas precisam de ver as atitudes. Precisamos de ver em actos a prova dos sentimentos que ouvimos. Sentimos os nossos, não os dos outros. Esses têm que ser provados. É assim que deve ser.
Desculpa se não o faço por ti. Desculpa se não te deixo sentir que és muito importante para mim. Tanto, que às vezes nem eu própria consigo quantificar. De tão estranho que é, de tão poderosos que é.
Não são palavras juntas assim desta forma que te vão mostrar que sim, que te adoro. (...)Perco-me todos os dias, deixo para trás partes do que fui, nunca sei quem ser, nunca sei como agir porque todos esperam que eu faça algo diferente, depende do momento, depende dos protagonistas. Mais do que nunca a minha vida é um teatro, eu passo o tempo nos camarins a trocar de disfarce, a ensaiar deixas vazias de conteúdo, de sentimento.
Deixo o meu ser para trás. Não sei porque o faço, nem sei como o evitar.
O que eu sei é que isso te deixa para trás também, vais como o meu Eu, porque é com ele que te identificas.(...)
As meninas que brincavam juntas, que faziam mentirinhas inocentes e discutiam horas o que fazer, meninas que
confiavam tudo uma à outra mesmo sem idade para muitos segredos, meninas que não conheciam a brutalidade da vida, não conheciam nada para além de sentimentos verdadeiros, de amizades como só as amizades podem ser.
Estamos separadas pela primeira vez, já lá vai um ano mas a mim só me parece que tudo piora."

Abril 2007

Ah e tal...vai à M....!






Quando a vontade de mandarmos tudo para outro lado é muita...mas mesmo muita fazemos o quê?



mandamos?
ou fingimos que somos parvos e que não vemos nada à nossa frente?
ou continuamos no nosso mundinho e deixamos que toda a gente pense o que quiser?
ou nenhuma destas coisas?
ou todas de uma vez?

mas alguém sabe?




para Post número 101 isto está realmente muito mau...


um ano depois...obrigada a todas aquelas visitas já habituais =) sem vocês, este blog não faria sentido!


/eu própria

Thursday, September 13, 2007

3:33

Gostava de te conseguir calar de vez. Apagar-te do meu corpo. Arrancar-te à força de lá. Rasgar a alma em pedaços pequenos que não se pudessem unificar outra vez. Para sempre fora de mim. Quero experimentar o vazio dessa falta...como um peso imenso em mim. Como por diversão Arrepiar-me com uma perda crua, morta. Fraquejar de dor e facilmente estender-te as minhas duas mãos nuas. Oferecer-me sem pudor algum. E finalmente prostrar-me completamente. Cair de joelhos aos teus pés e fingir que não vejo. Que não sou digna de querer ver sequer. Prefiro cegar de vez. Não me permitir mais expor-me assim a este ciúme insaciável. Que me consome. Que nos consome.
Revejo as inúmeras vezes que o faço. Experimento este prazer perverso na dor que me enlouquece. Como se sofrer acalmasse a alma. Calasse os gritos sôfregos do nosso íntimo. Toda a gente cala a alma, digam-me que sim. Que não estou louca. Ou que pelo menos não estou só. Amarramos com força essas vozes para podermos descansar o corpo. Adormecer o coração em silêncios mudos. Existem silêncios que não são mudos. Que nos falam mais que a própria voz. Essa, por vezes, cansa-nos o ser. Enche-nos os ouvidos.
Dá-me uma vontade excêntrica de permanecer acordada para sempre. Desço os olhos até ao relógio [3:33]. A noite...a pior conselheira de sempre. Mentirosa. Perspicaz nos nossos maiores medos.
Percorro exactamente as mesmas palavras de sempre, qualquer dia conheço-as de cor. Sinto o meu coração apertar-se. Chega a doer. Dói e eu não sei parar. Sinto-me subjugada a este prazer estonteante que não entendo e que quando parte deixa este aperto. Este som de vazio no meu pensamento. Levanto o olhar e de repente tudo me parece diferente. Não me enquadro em nenhum espaço. Não pertenço a mim mesma, não sou eu que falo, está alguém dentro de mim que me sussurra tentações. E eu cedo. E dói mais ainda. Vivo uma vida que não a minha. Quero viver a tua. Como se o presente fosse mera fantasia. Pouco para matar a minha fome. O passado quase me sacia. O futuro não me fascina.
Estendo-me no chão entregue a este momento. Rendida a este sofrimento que eu própria procuro. Que eu própria recrio. Sinto fome de mais. Queria ler-te mais uma vez. Percorrer com os meus olhos que eu desejo ver cegos, as tuas palavras infiéis. Entrego-me totalmente à minha perversa tarefa de me dividir em pedaços sem significado. Repito a mim mesma que as tuas palavras não são mais do que cópias. O original não está em meu poder e é nele que me delicio sabendo que não me vai pertencer jamais. Quero as tuas palavras virgens. O teu ser. Os teus sentimentos. E esgoto-me assim a mim mesma. Acabo sem saber se não foi tudo uma criação na minha cabeça. Apetece-me marcar o teu número e disparatar sem fim sabendo que do outro lado, tu dormes apenas. Ser louca ao ponto de invocar a tua fidelidade e deixar-te no vazio da resposta. Deixar-te de rastos também. Sentir que estás de joelhos, rendido. Tal como eu.

Deixar-te sem sono e dormir eu por fim.

Sunday, September 09, 2007

Hora de Dormir


Quero que me leias uma história antes de irmos dormir. Quero a tua voz sussurrada no meu ouvido e sonhar contigo embalada pelo doce som da tua boca.
Podes ler-me qualquer história amor, desde que tenha um final feliz.
Lê-me uma história para eu adormecer. Para eu conseguir fechar os olhos e despedir-me de ti. Tenho saudades tuas enquanto durmo porque não te posso ouvir ler-me histórias...como as que me lês quando adormeço.
Será que também sentes a minha falta enquanto dormes?
As dúvidas de amor ficam sempre sem resposta. Não há respostas no amor. Não há quase verdades. Há (quase) mentiras, às vezes.
(quase) mentiras porque, por vezes, sabe-nos melhor ouvir uma dessas "verdades" de amor. Cala-nos o coração. O mais difícil de calar.
Quero ouvir-te ler-me histórias antes de dormir, todos os dias. Para adormecer com certezas. Para adormecer e saber que estás ao meu lado.




- Afastada do Blog porque o exame de Chinês ocupa o meu tempo todo (se calhar devia ocupar mais um bocadinho mas isso já é outra conversa =P) por isso peço desculpa pela ausência de comentários.

/ eu própria

Monday, August 27, 2007

Girl, Interrupted

"

- I want some fucking fresh air
- You don´t have to yell
- How the fuck else am I going to get any attention in this place?
- I´m right in front of you now (...) I´m paying attention
- Then you know what I want
- I´ll get an aide to open your window
- Window (...) I´m not interested in some fucking window
- It´s window or nothing, Lisa
- Window or nothing (...) I´d just like to see how you´d manage this place, never going outside, never even breathing fresh air, never being able to open your own fucking window, with bunch of sissy counts telling you what to do. Valerie time for lunch, Valerie, you don´t have to yell, Valerie, time for your sleeping meds, Valerie stop acting out. You know? I mean, how the fuck would you manage, hunh?

The head nurse´s name was Valerie.

- Valerie! I want you to open my window
- I´m busy, Lisa
- I´ll call my lawyer

(...)

- Your window´s open
- I´m aware of that
- You aren´t even going in there, are you?
- It passes the time!

"

Girl, Interrupted




Há dias que gostava de poder simplesmente dizer que sou louca...poder gritar com toda a gente em vez de gritar para dentro de mim.
Há dias assim. De paranóia interior.

/eu própria

Friday, August 24, 2007

Together to Infinity




São 3 meses de Felicidade no seu estado mais puro...

Apetecia-me adormecer e só acordar ao teu lado.
Tudo o resto não posso descrevê-lo em palavras, só quando te olho fundo nos olhos. Só aí eu sei. És TU.

Amo-te <3



Hoje, sou lamechas e pronto!

Thursday, August 23, 2007

Puzzle Stomachion

Hoje,

estou há horas a tentar construir um Puzzle que tem diversas combinações...as peças combinam umas com as outras e somos nós quem decidimos a melhor posição para elas.
As vezes que desisto, acabo por perceber que o erro foi numa pequena peça que deixei mal colocada.
No final, tem sempre uma resolução e fico com o Puzzle completo, desenhado à minha frente, perfeito.

Depois é só virar o tabuleiro ao contrário, espalhar as peças em cima da mesa e recomeçar peça por peça...tentando sempre um novo desenho, enfrentando um novo desafio.


hoje, estou com estas filosofias!


/eu própria

Monday, August 06, 2007

E eu penso que...



A nossa vida só faz sentido quando a deixamos meio envolvida com outras vidas por aí. Quando de certa forma conseguimos marcar alguém ou alguma coisa com partes de nós. Não vivemos se permanecermos isolados no nosso mundinho, perdidos nos nossos próprios pensamentos, a beber dos nossos sonhos e fantasias. Isso não se chama viver. Isso é o que todos temos (pelo menos): a nós próprios na nossa bolha transparente...frágil, a nossa vida é tão frágil.
Temos a necessidade de possuir a vida de alguém, pintar o nosso corpo com traços delicados desenhados pela mão de uma outra pessoa. Escolhida a dedo. (será que escolhemos?) Temos a capacidade de amar várias pessoas ou coisas. O nosso amor não tem limite, estende-se capaz de abraçar o mundo, oferecer aconchego.
Um dia olhamos para alguém, os nosso olhares cruzam-se e mesmo antes de nós sabermos, as nossas almas apaixonam-se, prometem juntar-se. Não sei se aconteceu assim comigo mas eu quero pensar que sim, é mais bonito. E toda a gente gosta de histórias bonitas.
Lutamos todos os dias pela nossa felicidade como predadores atentos, famintos e sempre insaciáveis.
Um dia, sem darmos conta, o nosso corpo enche-se de felicidade. É tão repentina que nem sabemos muito bem o que fazer com ela, então, exibimos um sorriso lamechas o dia inteiro causando inveja aos que nos rodeiam.
Sabemos desde o início que, quanto mais nos deixarmos conquistar por esta felicidade tentadora, quanto mais amarmos, mais nos aproximamos do sofrimento que combatemos momentos antes de sentirmos tanta felicidade. Mas isso não importa. Não queremos saber porque amar é demasiado bom. Demasiado bom.
É por isso que a nossa vida é tão frágil. Porque sabemos que não a podemos viver sozinhos. E porque partilhá-la com alguém é um risco. Risco de amar demais?
A primeira vez que julgamos amar sabemos que não há nada mais puro que aquilo que o nosso coração nos sussurra. Olhamos para trás e não há nada que nos faça temer o que temos pela frente. Não existem medos nem limites. Sentimo-nos com força para superar todas as barreiras e amar eternamente. Amar desmedidamente. Fazemos promessas sem fim e juras inocentes. O desconhecer da dor, faz-nos amar com tudo o que temos em nós. Desacreditamos quem nos diz que a vida não é fácil porque sim...ela parece-nos tão simples. Basta amar assim. Amar demasiado.
Há depois aquele dia em que tudo se desfaz mesmo aos nossos pés. Tentamos agarrar com muita força mas quando finalmente abrimos as mãos resta pó. Escorrega-nos assim por entre os dedos. Choramos. Choram por nós. E sabemos o que é sofrer a partir desse dia. Porque não há amores maiores. Porque não há desilusões menores. E isto é verdade.
Ainda me lembro daqueles dias em que acabava por não resistir e, antes de adormecer, pensava em ti. Fantasiava sem limites transformando-te no segredo mais bem guardado de todos. Imaginava-te comigo. Perguntava-me se ficaríamos bem um ao lado do outro de mãos dadas. Nos meus sonhos ficávamos sempre bem. Como na minha mente não havia limites, não havia impossíveis, tu eras meu. Criava um “nós” como uma criança que brinca às bonecas juntando namorados, vestindo-as de noivas felizes por encontrarem o seu príncipe. Quando me apercebi, já era um vício passar horas a pensar em ti e criar um mundo ao teu lado. Já não podia sobreviver sem aqueles momentos em que ficava sozinha e podia finalmente fechar os olhos e ser feliz. Era tão real. Conseguia até desenvolver diálogos que teríamos os dois. Conseguia adivinhar-te, prever as tuas reacções. E ia mais longe ainda. Imaginava como seria o que eu ainda não conhecia de ti. Cada pedaço teu. Cada sentimento. Cada hesitação.
Será que de tanto sonhar assim tu decidiste tornar-te real?
Não respondas. Não importa também. Não quero saber se ainda sonho. Prefiro que sejas um sonho. Que a nossa vida seja um sonho. Porque os sonhos não têm limite.
Às vezes, quando estou contigo, dá-me vontade de te apertar tanto a mim. Apertar-te muito e muito e muito e esperar que fiques em mim para sempre. Talvez se te apertar muito tu fiques. Quando adormeço com o peso do teu abraço, adormeço completa. Adormeço viva. Adoro todas as vezes que me olhas descaradamente. E dizes que gostas de mim e eu podia ouvir-te repeti-lo indefinidamente. Gosto de ti. gosto de ti. gosto de ti. Como se fossem as únicas palavras restantes.
Inevitavelmente, perante tanta felicidade, a tal proximidade entre o amor e o sofrimento, acaba por invadir alguns dos meus pensamentos. Tentamos evitá-los o máximo que podemos mas eles estão lá...dispostos a atormentar o nosso mundo de fantasias.
Mas nem isso me incomoda agora. Amar-te. E o medo de te perder só me faz amar-te mais.
Tenho saudades tuas. Já te mostrei o que é sentir saudades enquanto ainda temos do nosso lado essa pessoa. É por conhecermos bem a sensação de vazio quando o momento terminar, que a saudade permanece mesmo quando estou preenchida de ti. O mesmo se passa com amar, às vezes, sofremos mesmo quando ainda temos a nossa mão entrelaçada...

Mas...eu acho que tudo isso faz parte.
e eu quero amar-te assim. com direito a todos estes desvarios.


/eu própria




Tuesday, July 31, 2007

Summer Time



o primeiro olhar. o primeiro sorriso. o primeiro sonho. a primeira conquista. o primeiro contacto. a primeira confissão. o primeiro abraço e o primeiro "adeus" difícil. o primeiro beijo. a primeira dúvida. o primeiro suspiro. a primeira sensação de saudade. as primeiras lágrimas. a primeira discussão e o prazer da reconciliação. o primeiro "amo-te" escutado ao ouvido. a primeira promessa. a primeira realização. (...)


há coisas na vida com um saborzinho especial...




Boas Férias xD!

/eu própria

Thursday, July 19, 2007

Insónias



como é que consegues dormir?

sou doida por ti. digo isto de sorriso estampado na cara. faço olhar traquina e mordo-te a bochecha.
sou louca por ti meu amor. tatuada de ti dos pés à cabeça. o que é que eu faço contigo? diz-me.
não me sais do pensamento, exibes-te o dia inteiro. provocas-me.
quero-te. Não, é mais que querer, é mais que desejar, é mais que cobiçar. Abraço-te. aperta-me a ti amor.
tiras-me do sério, sabes? dou mais uma volta na cama. olho-te, sinto-te respirar, o teu cheiro... trinco o meu lábio. apetece-me acordar-te para te olhar fundo nos olhos. para te segurar na cara e dizer que te preciso. Apeteces-me amor.
enrolo-me nos lençóis enquanto sufoco de calor. saudades tuas enquanto dormes ao meu lado. observo cada milímetro de ti, (re)desenho-te com as minhas mãos. molho-te os lábios. Beijo-te. tenho sede de ti.
Acorda amor... não consigo ter-te ao meu lado e sentir tanto a tua falta.
Preciso-te. de te ver, tocar, beijar, sentir, ouvir...






/eu própria

Tuesday, July 17, 2007

Hora do Banho...






O cheiro do meu shampoo faz-me lembrar-te...
e fica a vontade de te ter comigo ali.








[miss u]

/eu própria

Sunday, July 15, 2007

Loucuras


molha-me a boca. preenche-me. preenche o vazio que deixas em mim quando te afastas. levas parte de mim contigo. de mim em ti.
deixas a minha boca seca. seca de ti. sinto-me mais leve mas sem rumo, capaz de voar por aí sem destino. sem sítio onde me prender a ti de tão vazia que me sinto. sem ti. vazio de ti. espaço que ocupas em mim, agora vazio. demasiado leve.
molha a minha boca. enche-me de vida de novo. mata a minha sede. insaciável. deixa-me beber dos teus lábios. invade o meu corpo sem pedires. pertence-te este espaço vazio em mim. vazio de ti.
humedece os meus lábios. dá-me a provar o teu veneno que me vicia em ti. deixa em mim restos de ti. deixa que os nossos corpos se amem. assiste pacificamente. delicia-te. sente-te delirar. enlouquece. enlouqueces-me amor.
e fico com sede de ti depois. partes e levas contigo parte do meu ser. luto para sobreviver numa luta que não vou poder vencer nunca.
Preciso-te. preciso de ti para me sentir preenchida. de ti...em mim.




/eu própria