Thursday, July 19, 2007
Insónias
como é que consegues dormir?
sou doida por ti. digo isto de sorriso estampado na cara. faço olhar traquina e mordo-te a bochecha.
sou louca por ti meu amor. tatuada de ti dos pés à cabeça. o que é que eu faço contigo? diz-me.
não me sais do pensamento, exibes-te o dia inteiro. provocas-me.
quero-te. Não, é mais que querer, é mais que desejar, é mais que cobiçar. Abraço-te. aperta-me a ti amor.
tiras-me do sério, sabes? dou mais uma volta na cama. olho-te, sinto-te respirar, o teu cheiro... trinco o meu lábio. apetece-me acordar-te para te olhar fundo nos olhos. para te segurar na cara e dizer que te preciso. Apeteces-me amor.
enrolo-me nos lençóis enquanto sufoco de calor. saudades tuas enquanto dormes ao meu lado. observo cada milímetro de ti, (re)desenho-te com as minhas mãos. molho-te os lábios. Beijo-te. tenho sede de ti.
Acorda amor... não consigo ter-te ao meu lado e sentir tanto a tua falta.
Preciso-te. de te ver, tocar, beijar, sentir, ouvir...
/eu própria
Tuesday, July 17, 2007
Hora do Banho...
O cheiro do meu shampoo faz-me lembrar-te...
e fica a vontade de te ter comigo ali.
[miss u]
/eu própria
Sunday, July 15, 2007
Loucuras
molha-me a boca. preenche-me. preenche o vazio que deixas em mim quando te afastas. levas parte de mim contigo. de mim em ti.
deixas a minha boca seca. seca de ti. sinto-me mais leve mas sem rumo, capaz de voar por aí sem destino. sem sítio onde me prender a ti de tão vazia que me sinto. sem ti. vazio de ti. espaço que ocupas em mim, agora vazio. demasiado leve.
molha a minha boca. enche-me de vida de novo. mata a minha sede. insaciável. deixa-me beber dos teus lábios. invade o meu corpo sem pedires. pertence-te este espaço vazio em mim. vazio de ti.
humedece os meus lábios. dá-me a provar o teu veneno que me vicia em ti. deixa em mim restos de ti. deixa que os nossos corpos se amem. assiste pacificamente. delicia-te. sente-te delirar. enlouquece. enlouqueces-me amor.
e fico com sede de ti depois. partes e levas contigo parte do meu ser. luto para sobreviver numa luta que não vou poder vencer nunca.
Preciso-te. preciso de ti para me sentir preenchida. de ti...em mim.
/eu própria
Thursday, July 12, 2007
Lamechices
Monday, July 09, 2007
Blog com Grelos

Tendo sido este meu espaço nomeado pelo Francis (já agora obrigada!) com este fantástico prémio, cabe-me agora nomear 5 blogs que a meu ver também são dignos de o ter, tarefa muito complicada!
ora muito bem, após horas de reflexão...
Aqui vão os meus 5 nomeados:
- Teresa Pimenta
- Sandrine
- S.
- Cátia
- Petra
E perguntam vocês, porquê estes?
Bem, porque sim =)
Podia ter nomeado muitos mais até porque por aqui passam muitos blogs com grelos...mas fica para a próxima!
/eu prórpia
Sunday, July 08, 2007
oh...

É como um estranho desejo de dor. Magoarmo-nos a nós próprios. Crucificar a própria alma, como se não fosse amada. Como se não fosse...
É sentir prazer no desespero. É magoar e sorrir. E chorar. E rir feita tolinha. E chorar muito. Sentir as lágrimas correr em nós. Um aperto. Dá vontade de correr para um outro mundo, abraçar o próprio abraço e implorar para que a dor desapareça. Ficar horas intermináveis em silêncio com o nosso ser e confessar segredos de amor.
Mas não dá para parar. Começo e depois procuro mais. Devoro cada palavra sabendo que a seguinte me vai consumir mais um pouco. Devagar. Como se mata quem queremos ver sofrer.
Não sei parar e fico com vontade de mais. Não posso fechar os olhos. Pelo contrário, quero saber, procuro beber cada desabafo teu que não é meu. E dói. Dói demasiado. Não me pertenceres esmaga parte de mim.
E choro com vontade. Choro com dor.
Peço para te ter em mim. Quando te prendo ao meu abraço pelo menos pertences-me. Nem que seja apenas o teu corpo. Bebo do teu corpo enquanto me escasseia o teu amor. Pergunto-me porquê?
Porque não possuo em mim o teu coração? Não amas? Ou não me amas?
Serão falsos os teus (dela) desabafos que me torturam?
E se eu te dissesse? E se eu te perguntasse?
E se mentisses?
- demasiado tempo livre (a evitar estudar chinês) dá nisto...
/eu própria
Saturday, July 07, 2007
Coisinhas...
Visitar ---> Squezzart
Nós aqui em casa gostamos muito do teu trabalho Andreia =)
decidi partilhar este link com vocês, passem por lá, tem coisinhas muito engraçadas ^^!
/eu própria
Wednesday, July 04, 2007
Pegadas
Friday, June 29, 2007
Tuesday, June 26, 2007
Momento de parvoíce Parte II
Gosto do sabor...
Felizes para sempre

Deu os últimos retoques na maquilhagem. Compôs ligeiramente o cabelo. Sorriu para o espelho e sentiu-se corar.
Conseguia ouvir ao longe os gritos entusiasmados do público. Mais uma actuação. Mais uns minutos da sua vida que ia passar a fingir ser uma outra pessoa. Mais uma vez, vestir uma nova pele e colocar adornos de sentimentos novos. Impessoais. Olhou para o seu rosto. Já não se reconhecia. Já não se lembrava de ser ela. De tantas personagens que desempenhou deixou de saber qual a protagonista na mais importante das suas actuações. A única que não permite ensaios ou textos decorados. Aquela que não oferece uma nova entrada em palco.
Esqueceram-se de lhe entregar esse texto.
“tenho que o pedir”
Vão de certeza escrever-lhe uma boa história. Daquelas que fazem as pessoas chorar mas que depois termina bem. Finais felizes…já os protagonizou tantas vezes. Talvez nessa outra actuação também. Talvez mereça um “viveram felizes para sempre”, bem lamechas e patético como todas as histórias bonitas.
Histórias patéticas. Ela quer uma dessas histórias.
Ouve ao longe o seu nome ser chamado.
- É a tua vez, despacha-te! Estão à tua espera no palco.
/eu própria
Monday, June 25, 2007
Momento de Parvoíce Parte I
O que nos faz falta são as legendas.
Por exemplo, as coisas deviam ter uma legenda por baixo...a explicar o que são e qual a sua utilização.
Depois também dava jeito era um balãozinho que aparecesse sempre que alguém falasse e que explicasse exactamente o que ela queria dizer com aquilo.
Não era lindo?
/eu própria
Sunday, June 17, 2007
Deja vu

- Mas o que é exactamente?
Não sei bem, é como se fosse tudo um momento que depois colocássemos em modo repeat indefinidamente. Vemos e revemos a mesma cena vezes e vezes sem conta. É um ciclo sem fim. Vicioso. Complexo ao mesmo tempo, não percebo.
Como se escrevêssemos um livro. Depois reescrevemos o mesmo livro até ao fim dos nossos dias. Mudamos as personagens. Alteramos um pormenor ou outro. Enfeitamos a nossa história com mais uns sorrisos. Quando o terminamos percebemos que o livro está igual ao anterior. Folheamos as mesmas páginas. Vivemos as mesmas emoções. Envelhecemos enquanto os nossos livros perdem também a cor e a vida.
Há sempre aquela fase em que achamos que conseguimos modificar totalmente um dos nosso livros. Mudamos a história. Revoltamo-nos com as personagens e atribuímos-lhes finais inesperados. Forçamo-las a ser diferentes, originais. Por momentos achamos mesmo que mudámos alguma coisa.
Normalmente, esses livros nunca chegam a ganhar forma. Não passam de rascunhos inacabados. Folhas soltas espalhadas pela casa, nunca chegam a ser reunidas. Nunca chegam a ter interligação com os restantes livros da nossa vida. Esses rascunhos nunca fazem realmente parte da nossa prateleira mas, por vezes, são os mais importantes.
Quero reunir os rascunhos e construir com eles um livro.
Quero esquecer todas as personagens e cenários e desenvolver o meu próprio teatro atrás das cortinas. Sem espectadores.
"Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just who I am"
/eu própria
Saturday, June 16, 2007
Friday, June 15, 2007
Desejo Instintivo

Estão a bater à porta.
Silêncio. Daqueles silêncios que fazem um eco em nós. Um silêncio que nos incomoda ao ponto de sentirmos uma vontade quase incontrolável de gritar até perder a voz. Ficamos sem saber para onde olhar. Deixamos de conseguir pensar sequer, o silêncio ocupa todo o nosso ser, transborda-(nos). Fico louca assim. Não consigo ouvir nada à minha volta, apenas o som do silêncio...e esse é o pior dos sons. É o mais capaz de nos levar até à insanidade.
Sei que vou endoidecer aqui. Suplico a mim mesma por um grito. Abraço-me e deito-me comigo mesma no mais instintivo dos desejos. Fecho os olhos. Espero que este silêncio desapareça. Imploro por um som teu. Consegues curar-me. Quebra o silêncio.
- Quem é?
(...)
This broken wheel is coming undone
and the road's exploding
but you're keeping me strong
rolling along with you
love is a tower,
and you're the key leading me higher,
when you let me in keeping us close (so close) oh,
on down the line
sometimes i burn like a dot on the sun with no one knowing
but you're keeping me strong
moving along with you
you are a tower,
of strength to me the darkening hour,
sees light again again...
ooh wah, ooh wah, ooh wah, ooh wah you are,
you are, you are, you are you are...
love is a tower, of strength to me i am the shoreline,
but you're the sea the sea you are,
you are...
...
You Are- Pearl Jam
/eu própria
Sunday, June 10, 2007
Tempestade em copo de água!

(...) já não sei quanto tempo passou. Será que foram horas? Sim, horas...já se passaram horas. Continuo impávida. Abraçada a mim mesma com os olhos doridos. Sem alma. Sem vida.
Já estou familiarizada com o toque do telefone. Sabes quando ouvimos muitas vezes as mesma palavra ou o mesmo som. Se dissermos sempre “eu eu eu eu eu eu eu eu” muitas e muitas vezes, depois esse som é só um som, faz parte de nós. O toque do telefone já faz parte do meu espaço agora. É como se nem o escutasse e, no entanto, ele está ali ao meu lado. Há horas. Já se passaram horas.
Ainda bem que estou sozinha em casa. Achas que nos achariam doidos por discutir assim? Gritos, insultos. Depois o silêncio. Depois as lágrimas. Depois o arrependimento. Depois a dúvida.
Agora, apenas o telefone (...)
Imagino-te do outro lado. Agarrado ao telefone. A marcar indefinidamente o mesmo número. Será que tens mesmo esperança que eu pegue no telefone e te escute? O que me quererás dizer? Achas que temos mais que dizer? (...) às vezes, tenho medo de esgotar as palavras contigo. Tenho medo de um dia chegar junto de ti e, de repente, não ter nada para te dizer, não encontrar nenhuma palavra que se encaixe. Achas que isso nos pode acontecer?
Quero ter forças para chorar mas não consigo mais. Quando choramos demasiado atingimos aquele ponto em que já não sabemos o que é chorar nem para que servem as lágrimas. Já não nos lembramos porque começámos a chorar, já não sabemos se nos aliviou. Então paramos de chorar. Não há mais lágrimas.
Está a começar a incomodar-me o som do telefone não percebo porquê. Porque será que não desistes? Aliás, porque minto eu? Se desistisses talvez eu te ligasse. Talvez...
(...)
Agora percorrem-me milhares de lembranças. Quando inventei aquela música para ti e a gritei sozinha na rua...lembro-me da tua cara, não sabias se havias de rir ou pegar em mim e internar-me num hospício, decidiste-te por me abraçar e eu acabei por me calar e substituir os berros por um sorriso.
Talvez devesse atender...
Quando naquela vez eu meti na cabeça que podíamos mudar a cor do teu quarto e acabou tudo cheio de tinta menos a parede...lembro-me da tua expressão, querias chatear-te mas foste incapaz de gritar e mais uma vez acabámos abraçados.
Vou atender...
Do outro lado apenas o som do teu choro...
Passam-se horas.
Passam as lembranças.
Setembro 2004
Encontrei o textinho perdido no meu quarto entre alguns rascunhos meus. Achei piada a esta parte...
Conclusão do dia: nunca me lembro do dia anterior...será grave? Se deixarmos uma situação arrastar-se talvez, mas só talvez, com um bocadinho de sorte, ela desapareça assim do nada. Tipo magia!
/eu própria
Sunday, June 03, 2007
Friday, June 01, 2007
Better Together

"...podia parar o tempo..."
Sempre que estou contigo "devia parar o tempo", quando te sinto em mim, quando és parte de mim, quando me apertas contra ti..."devia parar o tempo".
Quando a única coisa que tenho comigo és Tu...é a tua imagem, o teu cheiro, o teu sorriso, o teu beijo..."devia parar o tempo".
Gosto de te ter assim. De sentir que alguma coisa em ti é minha também. É nossa.
Talvez o tempo pare mesmo...ou sou eu que não dou conta da sua passagem. Ter-te é mais importante. Ter-te...
No fundo, não importa quanto tempo te tenho. Estás sempre comigo.
- Estás Feliz?
- O que achas?
- Não sei...
- Sim, muito...
"There's no combination of words I could put on the back of a postcard
No song that I could sing but I can try for your heart
Our dreams and they are made out of real things
Like a shoebox of photographs with sepia-toned loving
Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Like why are we here? And where do we go? And how come it’s so hard?
It’s not always easy and sometimes life can be deceiving
I’ll tell you one thing, it’s always better when we’re together
Hum it’s always better when we’re together
Yeah we’ll look at the stars when we’re together
Well it’s always better when we’re together
Yeah it’s always better when we’re together
And all of these moments just might find their way into my dreams tonight
But I know that they’ll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night you see
That they’ll be gone too, too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I’d be under the impression I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be we’ll sit beneath the mango tree now
Yeah it’s always better when we’re together
Hum we’re somewhere in between together
Well it’s always better when we’re together
Yeah it’s always better when we’re together
I believe in memories they look so, so pretty when I sleep
And now when, when I wake up you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We’re better together"
/eu própria





