Tuesday, June 26, 2007

Felizes para sempre


Deu os últimos retoques na maquilhagem. Compôs ligeiramente o cabelo. Sorriu para o espelho e sentiu-se corar.
Conseguia ouvir ao longe os gritos entusiasmados do público. Mais uma actuação. Mais uns minutos da sua vida que ia passar a fingir ser uma outra pessoa. Mais uma vez, vestir uma nova pele e colocar adornos de sentimentos novos. Impessoais. Olhou para o seu rosto. Já não se reconhecia. Já não se lembrava de ser ela. De tantas personagens que desempenhou deixou de saber qual a protagonista na mais importante das suas actuações. A única que não permite ensaios ou textos decorados. Aquela que não oferece uma nova entrada em palco.
Esqueceram-se de lhe entregar esse texto.
“tenho que o pedir”
Vão de certeza escrever-lhe uma boa história. Daquelas que fazem as pessoas chorar mas que depois termina bem. Finais felizes…já os protagonizou tantas vezes. Talvez nessa outra actuação também. Talvez mereça um “viveram felizes para sempre”, bem lamechas e patético como todas as histórias bonitas.
Histórias patéticas. Ela quer uma dessas histórias.
Ouve ao longe o seu nome ser chamado.


- É a tua vez, despacha-te! Estão à tua espera no palco.

/eu própria

Saudades





[de.acordar.sempre.ao.teu.lado]

Monday, June 25, 2007

Momento de Parvoíce Parte I







O que nos faz falta são as legendas.
Por exemplo, as coisas deviam ter uma legenda por baixo...a explicar o que são e qual a sua utilização.

Depois também dava jeito era um balãozinho que aparecesse sempre que alguém falasse e que explicasse exactamente o que ela queria dizer com aquilo.

Não era lindo?


/eu própria

Sunday, June 17, 2007

Deja vu


- Mas o que é exactamente?

Não sei bem, é como se fosse tudo um momento que depois colocássemos em modo repeat indefinidamente. Vemos e revemos a mesma cena vezes e vezes sem conta. É um ciclo sem fim. Vicioso. Complexo ao mesmo tempo, não percebo.
Como se escrevêssemos um livro. Depois reescrevemos o mesmo livro até ao fim dos nossos dias. Mudamos as personagens. Alteramos um pormenor ou outro. Enfeitamos a nossa história com mais uns sorrisos. Quando o terminamos percebemos que o livro está igual ao anterior. Folheamos as mesmas páginas. Vivemos as mesmas emoções. Envelhecemos enquanto os nossos livros perdem também a cor e a vida.
Há sempre aquela fase em que achamos que conseguimos modificar totalmente um dos nosso livros. Mudamos a história. Revoltamo-nos com as personagens e atribuímos-lhes finais inesperados. Forçamo-las a ser diferentes, originais. Por momentos achamos mesmo que mudámos alguma coisa.
Normalmente, esses livros nunca chegam a ganhar forma. Não passam de rascunhos inacabados. Folhas soltas espalhadas pela casa, nunca chegam a ser reunidas. Nunca chegam a ter interligação com os restantes livros da nossa vida. Esses rascunhos nunca fazem realmente parte da nossa prateleira mas, por vezes, são os mais importantes.
Quero reunir os rascunhos e construir com eles um livro.

Quero esquecer todas as personagens e cenários e desenvolver o meu próprio teatro atrás das cortinas. Sem espectadores.




"Happiness
Coming and going
I watch you look at me
Watch my fever growing
I know just who I am"



/eu própria

Friday, June 15, 2007

Desejo Instintivo


Estão a bater à porta.

Silêncio. Daqueles silêncios que fazem um eco em nós. Um silêncio que nos incomoda ao ponto de sentirmos uma vontade quase incontrolável de gritar até perder a voz. Ficamos sem saber para onde olhar. Deixamos de conseguir pensar sequer, o silêncio ocupa todo o nosso ser, transborda-(nos). Fico louca assim. Não consigo ouvir nada à minha volta, apenas o som do silêncio...e esse é o pior dos sons. É o mais capaz de nos levar até à insanidade.
Sei que vou endoidecer aqui. Suplico a mim mesma por um grito. Abraço-me e deito-me comigo mesma no mais instintivo dos desejos. Fecho os olhos. Espero que este silêncio desapareça. Imploro por um som teu. Consegues curar-me. Quebra o silêncio.

- Quem é?

(...)




This broken wheel is coming undone
and the road's exploding
but you're keeping me strong
rolling along with you
love is a tower,
and you're the key
leading me higher,
when you let me in
keeping us close (so close) oh,
on down the line

sometimes i burn like a dot on the sun
with no one knowing
but you're keeping me strong
moving along with you

you are a tower,
of strength to me
the darkening hour,
sees light again
again...
ooh wah, ooh wah, ooh wah, ooh wah
you are,
you are, you are, you are
you are...
love is a tower, of strength to me i am the shoreline,
but you're the sea
the sea you are,
you are...

...

You Are- Pearl Jam


/eu própria

Sunday, June 10, 2007

Tempestade em copo de água!


(...) já não sei quanto tempo passou. Será que foram horas? Sim, horas...já se passaram horas. Continuo impávida. Abraçada a mim mesma com os olhos doridos. Sem alma. Sem vida.
Já estou familiarizada com o toque do telefone. Sabes quando ouvimos muitas vezes as mesma palavra ou o mesmo som. Se dissermos sempre “eu eu eu eu eu eu eu eu” muitas e muitas vezes, depois esse som é só um som, faz parte de nós. O toque do telefone já faz parte do meu espaço agora. É como se nem o escutasse e, no entanto, ele está ali ao meu lado. Há horas. Já se passaram horas.
Ainda bem que estou sozinha em casa. Achas que nos achariam doidos por discutir assim? Gritos, insultos. Depois o silêncio. Depois as lágrimas. Depois o arrependimento. Depois a dúvida.

Agora, apenas o telefone (...)

Imagino-te do outro lado. Agarrado ao telefone. A marcar indefinidamente o mesmo número. Será que tens mesmo esperança que eu pegue no telefone e te escute? O que me quererás dizer? Achas que temos mais que dizer? (...) às vezes, tenho medo de esgotar as palavras contigo. Tenho medo de um dia chegar junto de ti e, de repente, não ter nada para te dizer, não encontrar nenhuma palavra que se encaixe. Achas que isso nos pode acontecer?
Quero ter forças para chorar mas não consigo mais. Quando choramos demasiado atingimos aquele ponto em que já não sabemos o que é chorar nem para que servem as lágrimas. Já não nos lembramos porque começámos a chorar, já não sabemos se nos aliviou. Então paramos de chorar. Não há mais lágrimas.
Está a começar a incomodar-me o som do telefone não percebo porquê. Porque será que não desistes? Aliás, porque minto eu? Se desistisses talvez eu te ligasse. Talvez...

(...)

Agora percorrem-me milhares de lembranças. Quando inventei aquela música para ti e a gritei sozinha na rua...lembro-me da tua cara, não sabias se havias de rir ou pegar em mim e internar-me num hospício, decidiste-te por me abraçar e eu acabei por me calar e substituir os berros por um sorriso.

Talvez devesse atender...

Quando naquela vez eu meti na cabeça que podíamos mudar a cor do teu quarto e acabou tudo cheio de tinta menos a parede...lembro-me da tua expressão, querias chatear-te mas foste incapaz de gritar e mais uma vez acabámos abraçados.

Vou atender...

Do outro lado apenas o som do teu choro...
Passam-se horas.
Passam as lembranças.

Despedimo-nos com um “Amo-te” e vamos dormir. (...)


Setembro 2004


Encontrei o textinho perdido no meu quarto entre alguns rascunhos meus. Achei piada a esta parte...



Conclusão do dia: nunca me lembro do dia anterior...será grave? Se deixarmos uma situação arrastar-se talvez, mas só talvez, com um bocadinho de sorte, ela desapareça assim do nada. Tipo magia!



/eu própria





Sunday, June 03, 2007

Manias

Não Gosto de andar Descalça...






especialmente quando não conheço bem o chão...



/eu própria

Friday, June 01, 2007

Better Together



"...podia parar o tempo..."

Sempre que estou contigo "devia parar o tempo", quando te sinto em mim, quando és parte de mim, quando me apertas contra ti..."devia parar o tempo".
Quando a única coisa que tenho comigo és Tu...é a tua imagem, o teu cheiro, o teu sorriso, o teu beijo..."devia parar o tempo".
Gosto de te ter assim. De sentir que alguma coisa em ti é minha também. É nossa.
Talvez o tempo pare mesmo...ou sou eu que não dou conta da sua passagem. Ter-te é mais importante. Ter-te...
No fundo, não importa quanto tempo te tenho. Estás sempre comigo.



- Estás Feliz?
- O que achas?
- Não sei...

- Sim, muito...




"There's no combination of words I could put on the back of a postcard
No song that I could sing but I can try for your heart
Our dreams and they are made out of real things
Like a shoebox of photographs with sepia-toned loving
Love is the answer at least for most of the questions in my heart
Like why are we here? And where do we go? And how come it’s so hard?
It’s not always easy and sometimes life can be deceiving
I’ll tell you one thing, it’s always better when we’re together

Hum it’s always better when we’re together
Yeah we’ll look at the stars when we’re together
Well it’s always better when we’re together
Yeah it’s always better when we’re together

And all of these moments just might find their way into my dreams tonight
But I know that they’ll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night you see
That they’ll be gone too, too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I’d be under the impression I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be we’ll sit beneath the mango tree now

Yeah it’s always better when we’re together
Hum we’re somewhere in between together
Well it’s always better when we’re together
Yeah it’s always better when we’re together

I believe in memories they look so, so pretty when I sleep
And now when, when I wake up you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We’re better together"



/eu própria

Monday, May 21, 2007

Repetições

(...)-Não fomos um Nós, ainda nem somos um Eu e Tu. Somos um nada que não se assume. Somos dois corpos sem rumo. Sem Ser. Essência. Acho que é o que nos falta, uma Essência. Uma coisa que depois chamaríamos de Nossa. E aí sim. Aí perderias, aí sim essas tuas palavras fariam algum sentido. Percebes?
- Perco sim. Eu tenho-te ainda que não o saibas. És parte de mim e sabes como eu sei isso?
Sei porque revejo-te nas minhas coisas. Como podes dizer que não te possuo se estás dentro do meu olhar? Sabes o que é olhar outros rostos e ver o teu? Sabes o que é trazer o teu nome comigo? Em qualquer sítio, em todos os meus momentos. Estás TU. Por isso sim, eu tenho-te. Não como um objecto que podemos chamar de nosso. Não, não é isso. Tenho-te em mim. Parte de mim. Continuação da minha pele. Partilha da minha respiração, fraca por não te apoiares em mim totalmente. Estás comigo.
- Não tens. Não sou teu, não digas assim... Não dificultes as coisas. Não me tornes no que eu não sou. No que não podemos ser.
Sabes o que me preocupa? Que penses mesmo que podemos ser alguém. Um só. Como podes pensar que seremos felizes...
Eu não esqueço, não posso simplesmente. Tu sabes que sim. Que também te trago comigo, não és minha, mas eu trago-te em mim.(...)




O que é afinal ter alguém? É ter por escassos momentos? É tocar, sentir, olhar?

É o quê?

Até onde estarei disposta a ir?

[questionable]




/eu própria


Tuesday, May 15, 2007

Evitar


Podemos evitar tudo. Somos donos da nossa vontade.
Podemos evitar pisar as poças de água na rua, comer mais um gelado.
Evitamos sair até tarde, evitamos ouvir determinadas músicas.
Se essa for a nossa vontade, evitamos faltar a uma aula, comentar a roupa de quem passa na rua.
Podemos evitar alguém de quem não gostamos ou assistir a um programa de televisão.
Evitamos andar descalços ou à chuva. Evitamos dizer algo mais desagradável ou até sorrir para alguém.
Temos a capacidade de evitar pensar em certos assuntos ou de magoar os outros.
Podemos evitar um beijo.
Podemos evitar um olhar.
Podemos evitar...
quase tudo

o que não podemos mesmo evitar é gostar de alguém. não podemos escolher de quem gostamos. não podemos escolher deixar de gostar. não podemos evitar olhar para essa pessoa e ser essa mesmo, sem porquês ou explicações. não evitamos sofrer por isso mesmo que queiramos muito. não evitamos querer essa pessoa mais que tudo à nossa volta.

Eu até te fazia a vontade e evitava gostar.
Desculpa, mas não consigo.




"Querer alguém, ou alguma coisa, é muito fácil. Mesmo assim, olhar e sentirmo-nos querer, sem pensar no que estamos a fazer, é uma coisa mais bonita do que se diz. Antes de vermos a pessoa, ou a coisa, não sabíamos que estávamos tão insatisfeitos. Porque não estávamos. Mas, de repente, vemo-la e assalta-nos a falta enorme que ela nos faz. Para não falar naquela que nos fez e para sempre há-de fazer. Como foi possível viver sem ela? Foi uma obscenidade. Querer é descobrir faltas secretas, ou inventá-las na magia do momento. Não há surpresa maior.
O que é bonito no querer é sentirmo-nos subitamente incompletos sem a coisa que queremos. Quanto mais bela ela nos parece, mais feios nos sentimos. Parte da força da nossa vontade vem da força com que se sente que ela nunca poderia querer-nos como nós a queremos. Querer é sempre a humilhação sublime de quem quer. Por que razão não nos sentimos inteiros quando queremos? É porque a outra pessoa, sem querer, levou a parte melhor que havia em nós, aquela que nos faz mais falta. É a parte de nós que olha por nós e nos reconcilia connosco. Quanto mais queremos outra pessoa, menos nos queremos a nós…

(...)

O que é que todos nós queremos, no fundo dos fundos? Queremos querer. Queremos ter. Queremos ser queridos. Queremos ser tidos. É o que nos vale: afinal queremos exactamente o que os outros querem. O problema é esse."

Miguel Esteves Cardoso





/eu própria

Monday, May 07, 2007

The Pianist



As imagens do filme fizeram-me lembrar-te.
As horas que ficava a ver-te tocar, de olhos fechados. Adorava a tua pose, os movimentos das tuas mãos, o amor que tinhas por cada nota que soava.
E quando assim não era, deixavas o telefone em cima do piano e tocavas para mim. Eu do outro lado chorava ao ouvir-te.

Há imagens que ficam para sempre.
Obrigada por me lembrares o melhor que eu tenho.




[de péssimo humor]

/eu própria

Sunday, May 06, 2007

upside down

e se o mundo virasse ao contrário?
se o céu fosse verde e as árvores azuis?
e se as nuvens fossem o nosso chão?
se todas as cores se invertessem e se falássemos todos de trás para a frente?
e se o bonito passasse a feio e as mentiras a verdades?
os defeitos a qualidades e a tristeza a momentos felizes?
se o choro e o riso se confundissem e a chuva partisse de baixo?
se pudéssemos voar e de preferência de costas?
se nada fizesse sentido?

talvez assim o teu ódio se tornasse amor


[taking decisions]



Listening to: Nobody has to know
/eu própria

Friday, May 04, 2007

Friday, April 27, 2007

what time is it?


Deitamo-nos sobre o soalho de madeira velha, húmida, cansada de histórias e pecados. Falamos em silêncio, um silêncio confortável que nos relembra aos dois o que é estar vivos. Eu deixo de saber em que penso. Peço tanto para deixar de sentir, para deixar de sentir o aperto que me esmaga a cada minuto. Sinto apenas que estás ali comigo pelo som fraco da tua respiração. Por segundos pergunto-me em que pensas tu.Mas isso não interessa, o meu objectivo é adormecer a alma, desligá-la da carne para sempre. Preciso de ti ao meu lado, mesmo em silêncio. Preciso para que me lembres que é por ti que o faço. Para te conseguir olhar como antes, para te olhar sem sentimentos.Fecho os olhos com força, imploro para que o aperto no peito desapareça (há quem lhe chame amor, eu prefiro assim.) quero tanto descansar, dormir sem a tua imagem desta vez. Tu permaneces ali deitado. Tranquilo. Mais uma vez não te resisto e olho-te ternamente. O teu rosto está sereno. Queria mesmo saber em que pensas. Volto a concentrar-me em mim, esforço-me por fingir que não existes. É aqui que o tempo pára. [Parada no tempo]. Não sei se são horas ou apenas uns segundos mas deixo-me levar. Vagueio por aí, livre. Deixo-te de parte. Deixo de te sentir em mim, na minha pela. No meu olhar. Acordo e o que sinto não é alívio mas sim um medo intenso de te ter perdido para sempre. Percebo finalmente que não posso não te ter. Não quero desistir de te ter, de te trazer comigo. Viro o mundo de pernas para o ar se for preciso. Vou entender-te. Vou decorar-te. Saber tudo o que te contorna. Vou falar o teu dialecto até que as minhas palavras te soem a verdades e não apenas a palavras. Vou guardar-te em mim, dentro de mim. Levanto-me e sorrio desta vez. Agora sei.




[Give yourself a chance to breathe
I'll give you the room you need

No place in you for me
And me, I need you so]


/eu própria

where is it?


How many times do I have to learn?

Quase sorria com as tuas palavras, desculpa se não fui capaz...
Talvez seja mesmo uma mentira. A que eu criei.
Não te aproximou...
Não volto a acreditar. Desta vez prometo a mim própria.


/eu própria

Thursday, April 19, 2007

Closed


FECHADO PARA OBRAS




eu e o blog...
até que me apeteça!



(obrigada a todos os que por aqui passam, estarei de volta brevemente...espero eu!)




Wednesday, April 18, 2007

Tudo se pode esconder



Gosto de ti, entre uma mentira e outra.
Minto sim. Escondo-me de ti, não te falo...não te digo, não te posso dizer. Não queres ouvir, percebes? Não me deixas dizer-te...
Gosto de ti. Não preciso de meses para o fazer (como tu).
Não preciso de um motivo (o motivo és só tu).
Não preciso de me contorcer de dores para o mostrar, não preciso exibir que o meu mundo sem ti não me entusiasma, precisamos entusiasmo para viver, para sair da cama todos os dias e enfrentar o que nos espera (tu não tens, eu quero tê-lo, para ti)
É preciso ser amor o que sinto?
Não sei se é então...
Mentiria mais se te dissesse que sim...porque eu não sei essa resposta. Porque eu também me recuso a dizer que amo, porque é cedo, sabes? É sempre cedo quando a palavra amor nos surge no coração. Se a dissesse, acharias ridículo. Não me aches ridícula, não te rias assim das minhas confissões fieis.
Se é amor? Diz-me tu. Diz se eu pensar em ti todos os dias, se achar que me fazes sombra de tanto que te sinto perto, diz se isto é amar. Talvez não. Se eu te sentir a respiração quente no meu pescoço, arrepiar-me à tua passagem despercebida, se eu dormir contigo dentro do meu abraço (tu nunca me tocas),
protegido pela noite...diz-me se é amor.
Diz se é amor o que sinto, antes que eu prefira ficar doida.
Gosto de ti, numa mentira que criei para não te perder. Para não saíres de perto de mim.
Onde te quero cada vez mais.


Já prefiro conhecer-te.
Vou perguntar-te.
A tua resposta vai magoar-me... e eu,
(não vou suportar a tua perda)
Vou sorrir.

Mas diz.



/eu própria