Monday, May 07, 2007

The Pianist



As imagens do filme fizeram-me lembrar-te.
As horas que ficava a ver-te tocar, de olhos fechados. Adorava a tua pose, os movimentos das tuas mãos, o amor que tinhas por cada nota que soava.
E quando assim não era, deixavas o telefone em cima do piano e tocavas para mim. Eu do outro lado chorava ao ouvir-te.

Há imagens que ficam para sempre.
Obrigada por me lembrares o melhor que eu tenho.




[de péssimo humor]

/eu própria

Sunday, May 06, 2007

upside down

e se o mundo virasse ao contrário?
se o céu fosse verde e as árvores azuis?
e se as nuvens fossem o nosso chão?
se todas as cores se invertessem e se falássemos todos de trás para a frente?
e se o bonito passasse a feio e as mentiras a verdades?
os defeitos a qualidades e a tristeza a momentos felizes?
se o choro e o riso se confundissem e a chuva partisse de baixo?
se pudéssemos voar e de preferência de costas?
se nada fizesse sentido?

talvez assim o teu ódio se tornasse amor


[taking decisions]



Listening to: Nobody has to know
/eu própria

Friday, May 04, 2007

Friday, April 27, 2007

what time is it?


Deitamo-nos sobre o soalho de madeira velha, húmida, cansada de histórias e pecados. Falamos em silêncio, um silêncio confortável que nos relembra aos dois o que é estar vivos. Eu deixo de saber em que penso. Peço tanto para deixar de sentir, para deixar de sentir o aperto que me esmaga a cada minuto. Sinto apenas que estás ali comigo pelo som fraco da tua respiração. Por segundos pergunto-me em que pensas tu.Mas isso não interessa, o meu objectivo é adormecer a alma, desligá-la da carne para sempre. Preciso de ti ao meu lado, mesmo em silêncio. Preciso para que me lembres que é por ti que o faço. Para te conseguir olhar como antes, para te olhar sem sentimentos.Fecho os olhos com força, imploro para que o aperto no peito desapareça (há quem lhe chame amor, eu prefiro assim.) quero tanto descansar, dormir sem a tua imagem desta vez. Tu permaneces ali deitado. Tranquilo. Mais uma vez não te resisto e olho-te ternamente. O teu rosto está sereno. Queria mesmo saber em que pensas. Volto a concentrar-me em mim, esforço-me por fingir que não existes. É aqui que o tempo pára. [Parada no tempo]. Não sei se são horas ou apenas uns segundos mas deixo-me levar. Vagueio por aí, livre. Deixo-te de parte. Deixo de te sentir em mim, na minha pela. No meu olhar. Acordo e o que sinto não é alívio mas sim um medo intenso de te ter perdido para sempre. Percebo finalmente que não posso não te ter. Não quero desistir de te ter, de te trazer comigo. Viro o mundo de pernas para o ar se for preciso. Vou entender-te. Vou decorar-te. Saber tudo o que te contorna. Vou falar o teu dialecto até que as minhas palavras te soem a verdades e não apenas a palavras. Vou guardar-te em mim, dentro de mim. Levanto-me e sorrio desta vez. Agora sei.




[Give yourself a chance to breathe
I'll give you the room you need

No place in you for me
And me, I need you so]


/eu própria

where is it?


How many times do I have to learn?

Quase sorria com as tuas palavras, desculpa se não fui capaz...
Talvez seja mesmo uma mentira. A que eu criei.
Não te aproximou...
Não volto a acreditar. Desta vez prometo a mim própria.


/eu própria

Thursday, April 19, 2007

Closed


FECHADO PARA OBRAS




eu e o blog...
até que me apeteça!



(obrigada a todos os que por aqui passam, estarei de volta brevemente...espero eu!)




Wednesday, April 18, 2007

Tudo se pode esconder



Gosto de ti, entre uma mentira e outra.
Minto sim. Escondo-me de ti, não te falo...não te digo, não te posso dizer. Não queres ouvir, percebes? Não me deixas dizer-te...
Gosto de ti. Não preciso de meses para o fazer (como tu).
Não preciso de um motivo (o motivo és só tu).
Não preciso de me contorcer de dores para o mostrar, não preciso exibir que o meu mundo sem ti não me entusiasma, precisamos entusiasmo para viver, para sair da cama todos os dias e enfrentar o que nos espera (tu não tens, eu quero tê-lo, para ti)
É preciso ser amor o que sinto?
Não sei se é então...
Mentiria mais se te dissesse que sim...porque eu não sei essa resposta. Porque eu também me recuso a dizer que amo, porque é cedo, sabes? É sempre cedo quando a palavra amor nos surge no coração. Se a dissesse, acharias ridículo. Não me aches ridícula, não te rias assim das minhas confissões fieis.
Se é amor? Diz-me tu. Diz se eu pensar em ti todos os dias, se achar que me fazes sombra de tanto que te sinto perto, diz se isto é amar. Talvez não. Se eu te sentir a respiração quente no meu pescoço, arrepiar-me à tua passagem despercebida, se eu dormir contigo dentro do meu abraço (tu nunca me tocas),
protegido pela noite...diz-me se é amor.
Diz se é amor o que sinto, antes que eu prefira ficar doida.
Gosto de ti, numa mentira que criei para não te perder. Para não saíres de perto de mim.
Onde te quero cada vez mais.


Já prefiro conhecer-te.
Vou perguntar-te.
A tua resposta vai magoar-me... e eu,
(não vou suportar a tua perda)
Vou sorrir.

Mas diz.



/eu própria


Sunday, April 15, 2007

Imaginação


- Nem que te perdesse agora. Não percebes que não importa isso, não têm relevância as palavras soltas que possas dizer. Quando me ofendes sem que o percebas. Consegues, ao menos, ver isso?
- Repara, não podes perder o que nunca tiveste. E tu ainda não me tiveste. Não fomos um Nós, ainda nem somos um Eu e Tu. Somos um nada que não se assume. Somos dois corpos sem rumo. Sem Ser. Essência. Acho que é o que nos falta, uma Essência. Uma coisa que depois chamaríamos de Nossa. E aí sim. Aí perderias, aí sim essas tuas palavras fariam algum sentido. Percebes?
- Perco sim. Eu tenho-te ainda que não o saibas. És parte de mim e sabes como eu sei isso?
Sei porque revejo-te nas minhas coisas. Como podes dizer que não te possuo se estás dentro do meu olhar? Sabes o que é olhar outros rostos e ver o teu? Sabes o que é trazer o teu nome comigo? Em qualquer sítio, em todos os meus momentos. Estás TU. Por isso sim, eu tenho-te. Não como um objecto que podemos chamar de nosso. Não, não é isso. Tenho-te em mim. Parte de mim. Continuação da minha pele. Partilha da minha respiração, fraca por não te apoiares em mim totalmente. Estás comigo.
- Não tens. Não sou teu, não digas assim... Não dificultes as coisas. Não me tornes no que eu não sou. No que não podemos ser.
Sabes o que me preocupa? Que penses mesmo que podemos ser alguém. Um só. Como podes pensar que seremos felizes...
Eu não esqueço, não posso simplesmente. Tu sabes que sim. Que também te trago comigo, não és minha, mas eu trago-te em mim.
- Então porquê tornares tudo numa coisa impossível? Odeio coisas que se intitulam impossíveis.
Porque não podemos deixar-nos de teatro? Não suporto mais esta vontade. Este desejo que tenho que esconder como se fosse proibido gostar.
Não quero nem posso continuar a olhar-te sem te abraçar, a medir cada gesto que fazes, a doer-me por dentro quando me tocas. A ignorar que me viras a cara para evitar que sintas o mesmo que te descrevo assim, sem pudor.
- Não posso.
- Então é assim?
Queres que finja que não...é essa a tua palavra final. Ditas uma sentença aos dois, como se tivesses esse poder.
Queres que eu te apague de mim, que te retire à força do meu corpo. Que deixe de pensar em ti a todas as horas. Faço da tua vida minha, improviso diálogos que nunca iremos ter, conto-te o meu dia para que assim te sintas mais nele, para que percebas o quanto lhe pertences.
Não vês nos meus olhos a importância que tens? Não te vês reflectido neles? Não te assusta olhares-me e veres o teu próprio rosto. Fraco!
És um fraco.
- Sempre te disse quem era. Sempre te disse que não sou quem queres que eu seja, sou assim, destinado a ficar sozinho.
- Não vou sentir pena de ti, desculpa. Hoje, não consegues.
Desistes sem tentar. Sou eu que te trago, tu apenas aceitas o que o destino de dá, sem recusas ou amuos.
Não posso gostar de um fraco. Não posso querer comigo uma pessoa que não aceita que é especial. Tu não imaginas o quanto.
Desenho a nossa vida no pensamento, não sei se isto te acontece também, já vi que não. Eu imagino-te do meu lado. E sabes a verdade? Nesses meus sonhos estamos sempre a sorrir.
Pelos vistos, tu achas que merecemos apenas sofrer. Que devemos permanecer assim para sempre, não merecemos amar.
- Merecemos sim. Mais que ninguém. Eu conheço-te bem, talvez demasiado bem.
- Repetes o mesmo, insistes em rever o meu passado, passo por passo. Tornas esse meu episódio no mais importante. No único.
Desculpa, não posso apagá-lo. Não posso fingir que não aconteceu, que não te obriguei a assistir a cada passo. Também tu o fizeste, também tu me descreveste os teus sentimentos. Eu também os sei, também te conheço.
Ao contrário de ti, só te adoro mais ainda. Só protejo ainda mais a imagem desfocada do teu beijo.
- Desculpa.
Nem todos somos fortes.
Nem todos conseguimos aceitar ser felizes. Às vezes, o medo é maior.



Vai ser assim.
Vou gritar-te estas palavras.



/eu própria

Thursday, April 12, 2007

Escondida


Ouço um ruído insuportável. Este ruído tortura. Desfaz-me aos poucos. Calmamente.
Contorço-me de dores. Arrepio-me ao som penetrante dessas vozes. São vozes esse ruído.
Passeio-me por aí envolta em dialectos que não percebo mas que me atormentam. Estão a consumir-me devagarinho, deliciando-se com o prazer desmedido que isso lhes provoca. Vozes cruéis. Vozes numa língua que eu não entendo. Não me foi concedido esse poder.
Apenas as consigo calar por instantes que me parecem inexistentes, de tanta falta que me fazem.
Tornam-me vulnerável. Despida de quaisquer protecções.

Eu acho que sei como as calar mas tenho medo.
Escondo-me.
Torno-me transparente por estes lados.

[Where do the voices come from?]


- Andamos cá com um feitiozinho...


/eu própria

Saturday, April 07, 2007

People are calling me crazy


Olho para o lado. Sorrio. Faço cara de marota. Penso em ti.
Dou uma trinca na bolacha de maçã que já quase tinha esquecido ter na mão. Distraio-me por uns segundos.
Aninho-me nos lençóis. "Só mais um bocadinho", penso.
Relembro o sonho que tive contigo (mais uma vez).
Ouço uma voz chamar "Despacha-te, sai da cama".
Tapo a cabeça como por instinto. Não me apetece.
Fecho os olhos e o sorriso permanece.


Hoje é um dia bom, estou rodeada de pessoas.
Faltas tu, mas isso não parece ser um problema, vejo-te nos outros rostos.


Sexto: P

[I´ve got people underneath my bed]


/eu própria

Monday, April 02, 2007

This love


This love
Doesn´t have to feel love

Doesn´t care to be love

It doesn´t mean a thing


This love

This love loves love

It´s a strange love,
strange love







I think I´m gonna fall again



Quinto: E

Saturday, March 31, 2007

Amizade


Começar do Zero.
Quando encontrarem alguém que se ajuste a vocês...guardem-no com todas as forças.
Os amigos são escassos. A sinceridade escorrega pelas nossas mãos gordurosas. Sujas.
São poucas as pessoas que vamos sentir que nos percebem, não vale a pena desperdiçar essa oportunidade. Temos que tentar com todas as forças mantê-la ali, ao nosso lado.
Se não o fizermos, corremos o risco de nos sentir sozinhos, vazios, rodeados de corpos fracos e sem vida. Corremos o risco de perder a vontade de sorrir.


Aos meus amigos.
Aqueles que sei que se ajustam a mim, que têm partes de mim. Obrigada.


Quarto: falta de coragem


/eu própria

Friday, March 30, 2007

Ingenuidade


Como vou fazer para que repares em mim?
Será que não queres mesmo, é isso?
Tenho vontade de te abraçar, abraçar com tanta, mas tanta força. Fazer-te doer o corpo. Queria mostrar-te que podes ser feliz, sei que me vês como uma pessoa que eu não sou. NÃO SOU! Eu só quero mostrar-te que te adoro, só quero fugir contigo do mundo inteiro e mostrar-te o que o nosso mundo tem de melhor.
Queria ter-te aqui. Aqui. Comigo. Ter-te aqui uma só vez. Dizer que te adoro, assim baixinho ao ouvido. Vês-me como uma pessoa importante, porque não podes amar-me também? Porque tenho um passado que conheces?
Escrevo o teu nome aos poucos. Devagarinho. Com medo... espero que percebas...

Mas talvez não...

Ingénuo como sempre.

Adoro-te tanto. Tenho tanta vontade de te gritar isto.


Terceiro: D



/eu própria

Friday, March 23, 2007

Manias


Tenho a mania:

- de mexer os pés até adormecer
- morder as canetas todas
- mexer no cabelo quando falo com pessoas que não conheço
- rir alto
- lamber as tampas do iogurte
- ficar com as colheres dos Mc Flurry na boca muito tempo
- adormecer no sofá
- fazer balões com as pastilhas e rebentá-los com a mão
- fazer "beicinho" nas fotos
- morder o lábio
- dormir de "barriga para baixo"

- pensar horas e horas em ti sem me cansar

Sou uma menina de manias.
E quando eu decido uma coisa, não desisto!
Dizes o que sentes, eu ouço com um sorriso nem que essas tuas palavras me façam suster a respiração, nem que me façam pensar em como és ingénuo.
Não desisto...tenho tempo.



Segundo: R




Visitem também
http://parvoiceseafins.blogspot.com

/eu própria

Tuesday, March 20, 2007

Why are you so addicted?




Não posso dizer...


(qualquer dia perco o bom senso e digo tudo de uma vez, depois quero ver a tua cara)

Primeiro : O


/eu própria

Sunday, March 18, 2007

Ingenuidade e Estupidez


Será que tenho que te gritar aos ouvidos, gritar tanto que a minha voz estridente te faça doer, ferir a alma, gritar até fechares os olhos, até não aguentares a minha voz e as palavras que insistes em não perceber.
Será que tenho que sair por aí insana. LOUCA. Sair por aí e escrever em todas as paredes com cores berrantes (talvez a tua preferida. Talvez.). Escrever de uma vez por todas, escrever em letras bem desenhadas como as que aprendi na primária, escrever sem rodeios, de forma a que percebas.
Será que tenho que entrar na tua casa, deixar-te papelinhos amarelos por todo o lado. Deixar notas no frigorífico ou à entrada.
Será que tenho que repetir a mesma coisa horas a horas até que te fartes de me ouvir e digas “já chega, já percebi”!
Será que tenho que gritar o teu nome para que saibas de uma vez que é o teu que eu quero.
Será que tenho que escrever nas árvores. Pegar numa faca e cravar o teu nome junto do meu. Escolher todas as árvores e deixar bem simples em todas que é a ti que eu quero.
Será que tenho de te perseguir, conhecer os teus passos todos. Conhecer-te melhor a ti. Saber onde vais, o que queres, saber com quem andas, saber com quem sonhas, o que te faz sorrir, porque choras às vezes, porque tens pequenas manias que não me queres explicar. Talvez assim, talvez se te souber de cor, talvez se te conhecer profundamente, se te explorar ao mais íntimo tu repares em mim.
Será que tenho que ser irritante, encher a tua caixa de mensagens, enviar mil emails por dia, fazer-te centenas de telefonemas e colocar em todos apenas as palavras certas.
Será que só escrevendo no final deste texto o teu nome com letras tamanho gigante a vermelho forte, o teu nome todo. Com todas as letras.
Será que tu não sabes mesmo. Será que sabes e não te dá jeito dizer que sabes. Será que não queres mesmo saber. É o quê? (Ingenuidade ou Estupidez?)

Será?

(será que vou ter coragem para alguma dessas coisas? Ou vou esperar assim? Calmamente. Até eu me esquecer)



/eu própria

Saturday, March 17, 2007

Sonho VS Realidade


Acho que de tanto pensar, de tanto sonhar com outras coisas, num outro mundo...acho que de tanto imaginar que sou eu própria e não isto em que me tornei, deixei de perceber o que é real e não.


Já não sei se sonho ou se vivo...








/eu própria

Saturday, March 10, 2007

...



Sem Rumo


Não sei se te hei-de dizer, é preciso mesmo explicar tudinho?
Não há paciência!


/eu própria






Tuesday, March 06, 2007

Homenagem ao Amor Verdadeiro


Parece que nem existiu. Verdadeiro. Apagado agora.
Nem sei como aconteceu, como se esquece assim...como se finge esquecer (por favor, diz-me que finges, diz-me que te forças a apagar-me da tua vida, diz-me que te obrigaram a tirar-me da tua vida, que não foste tu que desejaste assim).
“Histórias de criança”, quantas vezes ouvimos estas frase? Quantas vezes nos rimos nós dela por sabermos que não era assim. Que não tinha que ser assim.
Promessas. Tantas Promessas. Promessas de amor eterno, amizade sem fim. Promessas de carinho como e onde quer que estivéssemos, separados por não importa quantos milhares de quilómetros, proibidos pelo mundo inteiro. Nem assim. Não chegou, nunca chega.
5 Anos. São 5 Anos de amor. De partilha, especialmente. 5 Anos que agora não parecem sequer ter existido.
Se dói? Não. Não sinto falta. Não custa estar sem ti. Não custa não sentir sequer uma réstia de amor. Não sobrou nada. Apetece-me rir às gargalhadas e desatar num choro profundo logo a seguir.
Às vezes chego a achar que não fui eu que vivi toda aquela história, não posso ter sido eu a passar esses 5 anos ao teu lado e hoje. HOJE. não saber onde estás, é verdade, nem sei onde estás agora.
Se te vir, será que te reconheço?
Sabes o que mais me custa? Saber que estas palavras jamais chegarão até ti. Pergunto-me se te davas ao trabalho de ler. Lembraste quando passavas aquelas tardes de sábado ao meu lado, a pedir-me ao ouvido para escrever para ti? Dizias que eu tinha um jeitinho especial com as palavras. As mesmas que não te interessa ler Hoje.
Não sei porque penso nisto tudo agora, a verdade é que não tenho pensado em ti, em nós...é como te digo, parece que nem aconteceu, que nem existiu. Hoje parece-me irrelevante mencionar o teu nome.
Não recordo mais aquela menina que se vestia de princesa. (a tua)
Não recordo (porque não é importante) as milhares de loucuras, os momentos em que fugiamos de todos para estar aqueles 5 segundos juntos, aqueles em me abraçavas tão mas tão apertado que me fazias desatar a rir. Adoravas ver-me sorrir.
Não recordo as horas que passávamos ao telefone, sentada no chão a contar disparates, ouvia-te cantar, lia para ti, riamos, chorávamos...sempre que nos impediam de estar juntos (como tantas e tantas vezes aconteceu) esse era o nosso refúgio.
Não recordo, e agora está finalmente a doer recordar...Hoje, tenho consciência que as coisas mudam tanto. Que as pessoas se deitam fora como objectos descartáveis. Hoje lamento isso, lamento ser uma dessas pessoas que deixou assim uma história para trás. Não Nuno, não lamento o Amor que ambos não suportámos mais, lamento a nossa amizade, lamento aquilo que pensámos ter criado e onde falhámos por completo.
E ainda agora acho que se pegar no telemóvel e te ligar tu vais atender do outro lado, com a mesma voz, a mesma calma...vais dizer-me que está tudo bem e que também não suportas este teatrinho que mantemos há um ano. Nuno, faz agora um ano. E um ano...é demasiado tempo.
Gostava, onde quer que estejas, que lesses...mas lembro Hoje que não te conheço, que nem o teu número tenho...que não tenho nada que nos ligue. Nada a não ser passar tantas vezes pela tua casa, viver com as tuas coisas à minha volta, coisas que mantenho exactamente nos mesmo sítios, com o mesmo orgulho que me dizias também sentir, orgulho em ter construído algo como o que tivemos. (ainda dói usar o passado).
Podia estar dias a escrever-te...a escrever-nos aqui num papel, deixar em palavras bem fortes o que fomos. Mas sinto que não vale a pena. Sinto que ninguém quer saber, nem mesmo os protagonistas. Ouço agora a mesma música de sempre. A mesma. Leio as mesmas palavras que já estão a perder a cor. E por uns momentos, ainda que muito muito curtos...Parece-me tudo bem.

“Para sempre, porque nada nunca Andreia, mesmo que te digam (porque vão mentir-te) vai apagar-nos. Nada Andreia, nem mesmo este final horrível. Aqui, num outro mundo. És tu”

Quando não sei para onde me virar, quando o meu coração se agita com alguém, era contigo que eu queria falar. Contigo. E não pertences mais a este mundo.



/eu própria

Um vez, calcei uns sapatos de salto alto, estavas do outro lado da linha, era ainda tão miúda. Desfilei com eles uns momentos, a ouvir o som que faziam no mosaico da sala. Imaginava como seria um dia.

Monday, March 05, 2007

Sweet Love



Aqueles amores.
Amores pequeninos. Inocentes. Doces. Ingénuos. Frágeis.
Amores de sorrisos. Sim, porque são esses os amores que dão vontade de sorrir a toda a hora por aí.
Sorrir porque estamos a aprender a amar alguém. Porque o nosso amor é pequenino.
Os amores assim são deliciosos, são o melhor que podemos oferecer a alguém.




/eu própria