Tuesday, February 06, 2007

chhhiiuuu


Já alguém experimentou ficar em completo silêncio, mesmo quando rodeada de uma multidão?
Deixar que alguém fale para nós, deixar que faça perguntas que ecoam em nós mas que não fazem sentido absolutamente nenhum.
Quando isso me acontece eu faço aquele ar assim interrogativo e experimento não dizer nada.
É interessante como a cara dessa pessoa muda na hora e no fim de uns minutos de insistência acaba por me mandar um valente empurrão e perguntar se estou viva.

“Então, estás viva?”

Sorrio e digo calmamente...

-Mais do que nunca!

/eu própria

Monday, February 05, 2007

Desprezo



Virar as costas. Fazer um silêncio...
Sem usar palavras, despedes-te sem palavras.
Vi-te ao longe, já de costas.

Voltarei a olhar-te nos olhos?


/eu própria

Egoísmo Puro


Temos que ser superiores aos outros, temos que ser frios, maus, insensíveis. Temos que ser indiferentes, não convém dar demasiada importância, não é? Aparece sempre alguém com um sorrisinho que não quer dizer nada e nos explica (como se verdade absoluta) que não vale a pena. É mais fixe não se dar valor a nada!
Temos que ser rudes, impessoais e grosseiros. Dizer as coisas por dizer, fazer...só porque sim, porque apetece na hora, que se fodam as malditas consequências!
Temos que fingir que está sempre tudo bem, convém ser-se despreocupado. Está na moda.
Temos que ser livres, dizer a toda a gente que fazemos o que nos apetece. Mas é mesmo fazer questão de numa conversa banal dizer “sabes, eu faço o que quero!”. Devemos mostrar que confiamos em nós acima de tudo, nada nos deita a baixo, quero lá saber que dizem que sou gorda ou mal educada!!
Temos que ser egoístas, não devemos ligar a nada do que nos dizem, para quê perder tempo a ouvir os conselhos de alguém?
Temos que que andar de nariz no ar quando passamos na rua, fingir que o mundo à nossa volta não interessa para nada.
Jamais dar parte fraca, jamais admitir que sentimos falta de alguém. Sou imune a isso tudo! Não sinto. Desliguei um botãozinho que todos temos escondido, agora não sinto, sou a maior!
Temos que ser assim vazios, quando não somos olham-nos de lado, chamam-nos “tristes” e fazem-nos sentir muito pequeninos do outro lado. Quase, quase que nos fazem mesmo sentir culpados por sentir, por momentos chegamos a pensar que deveríamos ser mesmo assim esses seres estúpidos. Vazios.
Mas não...
Se calhar não sou eu que estou errada.
Que mal há em sentir?

Se houver...paciência,
Só interesso eu. Egoísmo Puro.

/eu própria

Friday, February 02, 2007

Adormecida


Gostava que de repente fosse possível entrar no corpo de alguém, sentir as coisas de outra maneira. Estou farta de sentir as coisas da mesma forma...talvez experimentar outras, sentir como outros sentem, será que muda assim muito?
Não sei como as outras pessoas vêem o mundo, sei lá se as cores são as mesmas, se variam os perfumes, diferem os gostos. Não sei se sentem as coisas com a mesma emoção, não sei se sentem o frio ou o calor como eu, se têm medo das mesmas coisas, se fazem as mesmas questões a si próprios, se pensam no mesmo que eu. Não sei se acordam sempre com frio, se gostam das mesmas músicas, se ambicionam as mesmas coisas. Não sei se resolvem os problemas da mesma forma, não sei sequer se os problemas serão os mesmos. Talvez ninguém se preocupe com coisas tão pequenas.

Eu preocupo.

Desde pequena que adoro observar as pessoas, às vezes fico a olhar para alguém imenso tempo, depois fico a imaginar como será a sua vida, para onde vai, quais os seus medos e dúvidas, fico a pensar se está feliz, se é quem sempre quis ser. Toda a gente quer ser alguma coisa. Toda a gente sabe sonhar, disso eu tenho a certeza.
Decoro pequenas coisas nas pessoas que me rodeiam, gosto de conseguir prever reacções, gosto de saber o que posso ou não dizer...Divirto-me nesses jogos, tenho que confessar! As pessoas são estranhas...cada um de nós vive no seu mundinho isolado, vê as coisas à sua maneira, estabelecemos relações uns com os outros, achamos que essa pessoa com quem nos estamos a relacionar nos percebe mas de um dia para o outro...puff!! isso muda radicalmente e passamos a nem poder ver essa mesma pessoa à nossa frente, acho isso estranho... Não devia ser assim.
Era tão simples se pudéssemos pôr o nosso corpo a descansar sobre uma prateleira, deixá-lo lá arrumado juntamente com as outras coisas que não interessam e deixar o resto andar por aí, viver aos bocadinhos nas mentes de outras pessoas como nós, aprender mais sobre a vida mas com partes do nosso ser desligadas. Era tão mais simples.

Vou tentar deixar o meu corpo arrumado no armário hoje, e vou voar por aí...vou tentar entrar em ti, perceber o que sentes.

Prometo que não vai doer...


/eu própria

Friday, January 26, 2007

(des)Encontros



Hoje disseram-me algo assim: “Para viveres o futuro tens que esquecer o passado”.
Tenho?
Quem me conhece sabe que eu não gosto de falar do tempo, odeio ver os segundos a passar num relógio, odeio passagens de ano, odeio aqueles momentos em que alguem diz “outros tempos” ou então, “o tempo passa tão rápido”.
Não sei porquê. Assusta-me saber que alguma coisa nos controla a todos, nos limita diariamente.
Talvez tenhas razão, sou agarrada ao passado, a todos os momentos que vivi.
Mas pensei nisso, sabes? E descobri que não é o passado que me incomoda, na verdade, tenho saudades de mim própria, de ser quem eu era.
Não me orgulho das minhas atitudes mais recentes, não gosto do que aprendi, preferia não saber que era assim.
Não gosto do que tu me ensinaste, pensas que me conheces. Aliás, tu pensas que sabes tudo. Tu estás sempre certo. Tu achas-te diferente mas ,no fundo, só tens ainda mais medo do que eu de ser Pessoa, de Viver...
Agora, observo-te de longe, como se assistisse a um filme, vejo o decorrer dos acontecimentos e sou ainda mais perspicaz, prevejo!
Não me consegues mentir, já devias saber. Insistes em esconder(-te), insistes em mascarar as palavras que escolhes, cuidadosamente, antes de chegares até mim.
Eu sorrio da tua ingenuidade. Sorrio da minha ingenuidade. Só eu vou relembrar.
(...) Já esqueci, sinto-me melhor sem ti. Seria de se esperar, tu nunca pensaste sequer se eu estava bem, talvez nem te lembres que eu existi, não combinamos em nada! Sorrio novamente.
Fizeste-me ver coisas novas, perceber que estava a seguir o caminho errado, fizeste-me perceber que estava a ignorar a pessoa certa e agora estás a dar-me forças para lutar por isso, mesmo que nem te apercebas.
Penso, pela primeira vez, na forma como tudo se passou, penso nas coisas que nunca tive coragem de te dizer, relembro uma das últimas vezes que estivémos juntos...no que deixei de sentir. Se calhar, percebi apenas que nunca tinha sentido. Sorriso.
Agora queria ser capaz de te pedir ajuda e também queria ajudar-te a ti.
Eu já vi, passei para papel até, quis sentir nas minhas mãos, quis ler melhor...sair de casa com o papel no bolso, agarrar no carro e andar por aí. Tens que ser capaz desta vez, só espero que me digas (por capricho talvez).
O futuro agora...
Sei que me podes ajudar com o meu próximo caminho, estás tão perto dele. Penso se vou ter coragem para te dizer isso. Talvez não. Não sei o que irias pensar de mim se agora te dissesse que não eras tu, que me enganei. Talvez nunca o diga a nínguem.
Só a mim própria e baixinho...enquanto durmo.

Despeço-me de ti assim, com um sorriso.
Obrigada por tudo =)

/eu própria

Friday, January 19, 2007

Desistir: Renunciar a alguma coisa



Há uns dias li por aí uma frase deste género: “Se estás a tentar conseguir algo mas não és capaz, desiste e dedica-te a outra coisa”.
Desistir: Renunciar a alguma coisa.
Renunciar: Recusar aquilo a que se tem direito.
Enfim, não vamos estar com mais definições porque Recusar significa Rejeitar e posteriormente Rejeitar é um sinónimo e entramos num ciclo vicioso. Não há nada pior que ciclos de vida. Não gosto de coisas repetitivas.
Pronto, já chega. Vamos voltar ao raciocínio anterior, achei essa frase tão mas tão despropositada que não podia deixar de dar a minha opinião. Não há nada mais estúpido que desistir. Não há nada que limite mais as hipóteses do que dar a vitória às dificuldades, sim...porque o que é fácil geralmente não traz qualquer realização pessoal. Depois há uma questão a ter em conta. Haverão coisas impossíveis? Haverá alguma coisa que nos dispomos a tentar mas que no fim se prova ser completamente impossível? Será que o esforço compensa sempre? Será que damos 100% de nós?
Alguma vez deram tudo por alguma coisa que no fim falhou por completo?
Também não sei até que ponto é gratificante passar metade da vida a lutar, a tentar desenfreadamente alcançar alguma coisa. O ser humano é estranho, quando por fim chega ao que tanto procurou, abre as mãos e abandona deliberadamente o seu feito, deixa-o partir como se afinal não fosse assim tão importante tê-lo. São essas as (pequenas) coisas que talvez nunca vá perceber na Vida.
Está cientificamente provado que todos temos capacidades e aptidões diferentes, a nossa mente desenvolve-se individualmente e nessa evolução interagem diferentes factores que muitas vezes nos são totalmente alheios, impassíveis de serem alterados. É uma lei. Eu não gosto de leis nem de regras, sigo-as às vezes...lá tem que ser! Mas esta levanta muitas dúvidas, parece-me injusto nascermos já com um código genético que vai impingir um percurso de vida dependente das nossas capacidades cognitivas.
Eu posso ser quem eu quero, fazer o que quiser, alcaçar qualquer coisa.
Sei que é mentira, sabem-no também.
Então, que fazer? Sujeitamo-nos a ser o que um código genético qualquer nos permite? Ou lutamos sem nunca desistir?

(to be continued...)

Todos uns heróis por aí...era como deveria ser, um mundo de super-heróis com poderes sobre-naturais...

Nem assim, talvez nem assim...

Listening to: Frou Frou “Holding Out for a Hero”

/eu própria

Monday, January 15, 2007

Metafisicamente, a Vida é um processo constante de relacionamentos. Parte II


Hoje acordei mais uma vez, enfim...isto é para aqueles que acham que é assim tão normal acordar todos dias. Pois, mas não é!
Efectivamente, existe uma percentagem bastante elevada de seres vivos que acordam todos os dias, é um facto curioso. Porque será que acordei hoje ou não apenas amanhã, ou depois? Até devo,ainda, questionar, porque acordei?
(Ah! Já me lembro, liguei o despertador!)
Depois, só mesmo para ter a certeza, fui verificar se a vista da minha janela era a mesma, nem sei para que perdi tempo, pois claro que não era! Aquilo acontece só nos Domingos, é um processo científico que ocorre na nossa mente...Os Domingos são dias diferentes dos outros, é que não têm mesmo nada em comum com os restantes dias da semana, são os Domingos! E no Domingo, a vista da minha janela muda...é ver para crer!
Como a vista da minha janela não tinha nada de especial decidi que iria usar a máscara hoje também, afinal de contas, não ser Pessoa durante um dia já cansa...é preciso coragem.
Agora ao ponto que interessa, o porquê de uma Parte II? Para os poucos que perderam algum tempinho a ler o meu desinteressante texto anterior puderam verificar que não tinha absolutamente nada de produtivo, era um amontoado de palavras sem sentido. Ou talvez não. Felizmente, tenho alguns leitores com ideias bastante criativas, leitores que eu também perco o meu tempo a ler porque sei que vai valer a pena. Leitores que eu comento por achar, que de algum modo, partilham algo comigo. Leitores que eu sei que perceberam a ideia do meu mais recente texto. A todos esses, Obrigado.
Para quem não acredita, provavelmente, estão a usar a máscara diária e indefinidamente. São e vão permanecer mascarados para sempre. É uma pena!
Tenho escrito assim ultimamente porque procuro uma definição de Vida, quero saber o que é viver e estou preocupada com isso. Estou preocupada com o modo como se vive por aí ultimamente e principalmente preocupada, porque ninguém parece preocupar-se!
Se a vida é um processo constante de relações então eu quero contrariar essa teoria absurda. A palavra Vida só faz algum sentido se reflectir, de algum modo, os nossos gostos e opções (in)conscientes. Se assim não for, então suponho que não estejamos a viver mas sim a seguir um plano de vida criado por alguém. Outrora, escrito em livros e hoje, seguido por milhões de Pessoas estranhas.

E agora perguntam quem escreveu este texto? Fui eu ou foi apenas fruto da minha imaginação? E eu pergunto...Isso é assim tão importante? Não me parece...


/eu própria



Sunday, January 14, 2007

Metafisicamente, a Vida é um processo constante de relacionamentos


Transparentes! Por favor mostrem-se um bocadinho transparentes uma vez na vossa vida...sejam vocês mesmos. Gritem. Digam que não e que sim logo a seguir, afinal de contas onde está o mal de não estar certo? Afinal de contas quem disse que havia mesmo algo certo? Mas o que é que significa “estar certo”?
Vivam mais. Aliás, vivam uma vez...uma só uma vez, Vivam...experimentem, vão ver que até sabe bem!
Vida: “metafisicamente, a vida é um processo constante de relacionamentos”
Não se relacionem. Não comuniquem. Não façam, simplesmente. Uma vez, tranparentes.
Hoje acordei cedo, apeteceu-me! Odeio saltar logo da cama, dá aquela sensação que o mundo acaba ali. Mas saltei. Olhei para a janela, definitivamente gosto de Aveiro nos Domingos, é o unico dia em que reparo na paisagem que se apresenta à frente do 3º Dto Frente. Curioso, ainda não me tinha apercebido da quantidade de árvores que posso ver da minha janela.
Gosto de viver, hoje apeteceu-me viver mais um dia. Já há muito tempo que não o fazia. Hoje não falei com nínguem praticamente, não me apeteceu! Hoje não fui mais ninguem para além de ser eu mesma! Já agora, obrigado por terem vindo, estar com vocês lembra-me mais ainda o significado de vida.
Hoje não vi nada de especial...
Passeei por Aveiro, sem frio...sem calor...andei por aí num vazio confortável.
Pensei em coisas que já não pensava há muito tempo, lembrei-me de tudo o que fui deixando de fazer ao longo do tempo. Coisas que me definiam. Penso, ainda, na razão que leva a que isso aconteça, não sei! Pensei em como as coisas se alteram, em como tudo isto é um processo rápido que ocorre sem que ninguem pareça preocupar-se muito. As Pessoas não vivem! As Pessoas movem-se por aí. As pessoas fazem coisas que é suposto fazerem não aquilo que realmente querem. As Pessoas não se percebem umas às outras, não amam, não se preocupam com nada realmente importante. As Pessoas não prestam atenção a promenores. No fundo, as Pessoas são processos imperfeitos.
Acho curioso uma das definições de Pessoa ser “máscara”. As Pessoas andam por aí com máscaras, vivem assim...fingindo que vivem, como num teatro!
Hoje fui “meia-pessoa”, hoje não me apeteceu ser uma Pessoa. Hoje vivi um bocadinho mais...
Hoje percebo menos as coisas. Hoje não rio porque é bonito, aliás...quem me garante que rir transmite felicidade, alegria, satisfação?
Não sei quem são estes corpos mascarados que fazem gestos e soletram sons que não percebo. Hoje não fui uma Pessoa completa, hoje não vi Pessoas...vi apenas corpos, vi o quão marionetas somos ao vaguear por aí. Vi mascarados às compras em edíficios grandes com muitas lojas, vi mascarados comer pipocas, rir sem motivo aparente, vi personagens de teatro a correr, a comer ovos moles, a pedir coisas...vi muitos mascarados por aí a peder tempo enquanto eu estava ali. A viver aquele bocadinho a mais.
Quero pedir desculpa a mim própria, por não viver mais, por usar aquela máscara tantos dias seguidos.
Hoje não sei porque não acontece tudo como eu quero se eu estou a fazer exactamente o que me apetece. Penso no que me disseste...percebo agora e sorrio, porque não há mal nenhum nisso!

O tempo não existe, mentalizem-se...!

Vivam à vontade, isso pode nunca ter um fim. Sei lá, basta não pensar muito nisso.

Afinal, “o mundo não acaba aqui, o caminho é para a frente e és tu que o escreves”. =)

foto de: www.gettyimages.com

/eu própria

Monday, January 01, 2007

Quase Morri



"É pena quase não poder ficar. No sítio onde as mãos se dão"

Mais uma vez...
Dás-te(me) mais uma vez,
Não sorris hoje. Vais embora.
Abraço-te amanhã, Desculpa mas não consigo agora.


"Dentro de mim Por dentro de mim”


Cheiros...esses guardam-se melhor que as lembranças tuas.
Guarda-me assim.
E amanhã eu estou cá de novo, prometo.

Mas e tu?

Foste hoje embora...
Por favor,

Volta depressa...


“ pena quase não poder ficar.És quente quando a luz te traz.Quase te vi amor.Quase nasci sem ti.

Quase morri"

/eu propria

Wednesday, December 27, 2006

Coincidence





Por aí no mundo da lua. Perdida. Apenas uma coisa me acompanha... um sorriso!
Já não quero saber, já não me interessa...só quero ficar aqui para sempre.


Porque eu gosto de te ver sorrir P.
e porque se fosse eu a escrever o livro da tua vida...ele tinha um final feliz.

Como um conto de Fadas.

/eu propria

Thursday, December 07, 2006

Are you happy?


Apareces subtilmente. Naquela hora exacta, como se costuma dizer, chegaste na hora certa. Precisava tanto de ti. É engraçado como às vezes precisamos de pessoas que nem sequer conhecemos. Foi fácil apaixonar-me pelas tuas palavras, pelos teus mimos, pela tua atenção (quase) permanente. (Quase) perfeita. (Quase) só minha. Apagaste todos os meus medos, calaste as minhas dúvidas. À força? Não sei, já não me consigo lembrar.
Mas sei que me levaste contigo, sei que cheguei a andar completamente à deriva por aí, à tua vontade, ao sabor do teu suspiro, do teu sopro. Suspiras para mim e eu dou-te o meu mundo. Criaste um mundo só nosso, onde brilhavas para mim, onde cuidavas de mim, onde eu julguei mais ninguém lhe pertencer. Menina ingénua. Ingenuidade que nasce de certezas.
Lembro-me de achar que nada nos separava, nem mesmo os quilómetros que ousavam desafiar-nos, nos impediram de amar. Será amor a palavra certa?
E amámos…e eu sei que te senti, sei que por momentos infinitos te perdeste em mim. Quantas vezes te obriguei a dizer que era só tua? E agora sei que dizias apenas que era tua, pensavas ser só um capricho meu? Ou sabias que me estavas a mentir?

Depois quero contar-(te) o resto e não me lembro.

Sim, esfumou-se…
Não sei o que aconteceu, não quero saber!
Não sei como desapareceste da minha vida, não sei como te esqueci, não sei se me esqueceste, não sei como passei a acordar sem ti, como (re)aprendi a sorrir, não me lembro de não te ter sempre comigo.
Não sei mesmo como continuei a ouvir música, a caminhar, a escrever, a pensar, a passear por aí, a adormecer, a divertir-me, sem ti. Não sei como deixei de te contar o meu dia, de rir das tuas parvoíces, não sei como fechei de novo os olhos sem ver o teu reflexo em mim.
Não sei como sobrevivi sem as tuas mensagens doidas a meio da noite, sem os teus telefonemas só para dizeres tolices que eu amava, que eu queria.
Custa-me não me lembrar. O ódio nunca passou por mim. Rancor? Raiva? Esses há muito que ser foram…
E eu pergunto, o que restou de ti então?
Para onde foi aquele sentimento “por nós criado”?
Onde estás agora? O que fazes nas horas vagas? Quem te acorda? Quem te adormece à noite? Quem te faz sorrir? Quem Amas?

És feliz?
Faço-te a pergunta pela segunda vez…
Anseio um dia conhecer a resposta!

Querias que escrevesse para ti, escrevo a dormir, escrevo a sonhar…


Chiuuuu !!!

Amanhã, não contes a ninguém…



/eu própria

Tuesday, December 05, 2006

High Heels


- Adoro o barulho dos teus sapatos de salto alto no soalho do meu quarto…

- Ajuda-me a encontrar o sapato…

- Ficas tão linda toda atarefada a remexer tudo no meu quarto…

- Onde está o meu sapato?


Desta vez encontrei o sapato…o que tu não sabes é que perdi a cabeça


E não a quero encontrar!


L
U
X
U
R
I
O
U
S

foto por: Louvette's DA

/eu propria




Sunday, December 03, 2006

Marry me

(Demasiado feliz para escrever?
Demasiado feliz para deixar as palavras fluir como tantas vezes acontece?)



Basta um passeio contigo, bastou uma tarde para tudo se tornar perfeito uma vez mais, senti as tuas forças invadir o meu corpo brutalmente...sabe tão bem ter-te...
As tuas palavras, absorvo-as sedenta.
Recupero a energia. Com o teu toque, renasço!
As horas que passei ao teu lado trouxeram-me o que há tanto procurava... Incessante busca...
E agora que estás aqui nem sei bem o que fazer contigo, não sei se te ame como nunca o fiz, não sei se te ame como tenho desejado fazê-lo, como imaginei fazê-lo...
Quero deixar-me levar por ti, quero voar por aí como nos meus sonhos!



- Casas comigo?

e casamos na imaginação...despimos preconceitos e amamos o inexistente. Inexistência apetecível.


foto por: http://pirilim.deviantart.com

/eu propria

Tuesday, November 21, 2006

(Só) o Tempo...


(Im)precisão condescendente… de quem supera e não, nunca alcança. Pretende. Mas não tem, deseja sem compreender. Menina (in)compreendida. Saudosa esperança que vagueia incerta como aqueles pedaços de papel rabiscados que toda a gente guarda no fundo do armário, em caixinhas bem arrumadas. Tolices. Beijos quentes e proibidos, vazios. Vácuo infinito. Medos superados sozinha. Arrasto-me por aí como uma alma penada sem olhar, vejo-te nas esquinas mais sombrias e escondo-me timidamente. Franqueza. Digo, melhor, grito as palavras que te magoam os ouvidos, não me arrependo. Corajosa com medo. Perco noção do tempo, já não sei falar(te).
"Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!"

Bebo gotas de ti e sobrevivo, depois escasseias(me) e quase morro…enfraqueço por aí. Não faças como se não quisesses ver, não quisesses saber…
Tapo os ouvidos com força como uma criança assustada, não quero saber mais do que me dizem, meses de tortura…agora não me interessa mais, (re)leio as tuas palavras passadas e sim…

Fazes(me) Falta!
"Foi mudar o mundo sem pensar em mim!
Mas o tempo até passou, e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!"
/eu propria

Wednesday, November 15, 2006

The Beauty and the Beast


"(…) it wasn't until I had left the castle and was back with my family that I realized how much I actually missed the Beast and the castle. I wanted to go back but couldn't bear to tell my family good-bye. Worst of all, the handsome Prince stopped visiting me in my dreams. But one night, I had a dream that I was in the gardens of the castle and I found Beast lying on his side, about to die. I was so disturbed by the realistic dream that I told my family good-bye the next day and returned to the castle. Just as I had dreamed, the Beast was in the garden, on his side, dying. I knew then that I loved him. When he asked me to marry him that night, as he always had before, I said 'yes.' And right there, before my eyes, he transformed into the handsome prince who had been visiting me in my dreams! (…)“


- Please…be my prince, I am tired of loving the Beast!

/eu propria

Thursday, November 09, 2006

Magical Girl


Perco noção do tempo que passo a olhar para ti… a observar o jeitinho estranho com que lidas com o mundo…com as pessoas…
Deixo de saber o que é real ou de onde surgem os meus sentimentos tão controversos, ainda bem que tenho poderes mágicos que me deixam ler-te os pensamentos, só não sei como lidar com eles…como fazer para que percebas que não sou como pensas, que não quero mais do que tenho.
Apetece-me rir do teu medo, da forma como foges de tudo, como te refugias…




I kill part of myself once again...

...and finally I realise I am not Happy acting the way I am with you...

"Oh, we get together

But separate's always better

When there's feelings involved (Oh!)

If what they say is 'nothing is forever,

'Then what makesThen what makesThen what makesThen what makesThen what makes

(What makes? What makes?)Love the exception?"

fotos cedidas por http://www.fotolog.com/piriliiim

/eu propria

Sunday, November 05, 2006

Changing...


Is it possible to CHANGE everything in your life?
___________________
time to create
___________________________________
desta vez
vou mudar
mesmo que nao voe
vou tirar os pés do
chao
/eu propria

Saturday, November 04, 2006

Está a Chover...



- Deixo-te a porta
aberta, só tens de a empurrar…

Sempre tive medo da chuva, detesto aquelas noites de
temporal em que a Natureza impõe todo o seu poder…
Detesto estar sozinha na
cama e pensar que lá fora o vento ganhou mãos e está a destruir tudo à sua
passagem…
Detesto abraçar os lençóis e sentir a tua falta do meu lado,
deitar-me na almofada e ter que fechar os olhos para ter o teu corpo no meu
ouvido, escutar o teu coração…
A chuva desce pela minha janela e a única
coisa que me apetece fazer é correr debaixo dela, deixar que ela me invada até
me sentir mais eu, ficar a correr sem destino…olhar as ruas desertas e não
perceber porque ninguém se atreve a correr comigo de mãos
dadas…

- Empurra a
porta e deita-te ao meu lado…


Detesto trovoada, ter
que tapar os ouvidos e esconder-me debaixo dos cobertores para não ter medo,
queria ter as tuas mãos a faze-lo, queria sentir o teu abraço apertado e ouvir
os teus sussurros mudos…
Detesto as portas a bater sem aviso, as janelas a
ceder, detesto quando o vento fala aos gritos, não gosto nada de sons altos
demais…
Queria o teu cheiro nos meus lençóis…

-
Não
digas nada, deita-te, dá-me um beijo leve e
abraça-me…


Detesto quando a trovoada ilumina o meu
quarto por segundos, detesto sombras nas paredes…
Não gosto do som que as
folhas das árvores fazem quando se tentam segurar nelas por mais tempo…
Não
gosto do barulho dos carros enquanto deslizam por cima dos charcos…
Detesto
que não estejas comigo nas noites de temporal.

-
Vem
dormir comigo hoje que está a chover…


Só gosto do som
que a chuva faz a cair na minha varanda, gosto do frio que ela deixa, da
humidade do ar.
Adoro a tempestade quando ela te leva até mim, quando dormes
na minha cama, quando me abraças…
Gosto da chuva quando corremos juntos de
mãos dadas, quando chegamos encharcados a casa, quando mergulhamos na água
quente da banheira…
Adoro a tempestade quando ela testemunha o nosso momento,
quando a ouvimos juntos, quando tenho o teu corpo debaixo do meu ouvido, quando
passeias a mão pelos meus cabelos e sussurras palavras que eu não
percebo…
Gosto da chuva, quando adormeço
contigo…


- Está a
chover…




foto cedida por http://www.fotolog.com/piriliiim
/eu propria

Wednesday, November 01, 2006

Sweet November


Acordo todos os dias à hora por ti marcada, visto os mesmos jeans que escolhi no dia mais doce que Novembro tem e olho previsivelmente para o relógio que está agora condenado a marcar eternamente a mesma hora, desço os olhos para o calendário de papel que perdeu os restantes onze meses para me lembrar que existe apenas um único dia na minha vida.
Abro a janela mais uma vez, tal como tu gostas, arranco apressadamente uma flor no jardim abandonado e corro para ti…
Atravesso todos os dias a mesma neblina, percorro a mesma calçada desgastada pelo sol e pelo sal que o mar alberga, enfrento o mesmo ar gelado e os mesmos rostos marcados pelo tempo.
Sinto em cada passo que dou para ti, a mesma ânsia de dois amantes que se encontram às escondidas, de dois amantes que conhecem o peso do preconceito, de dois amantes que sabem agora que afinal os “amores impossíveis” existem.
Quando chego ao destino já sei o que me espera, sento-me junto ao paredão com as pernas soltas, fecho os olhos e sei de cor a paisagem que se desenha à minha frente. Reconheço o cheiro envolvente melhor que o meu, percorro mentalmente as rochas nascidas dentro deste mar inconstante…como são magníficas.... Aconchego-me bem, sei que as próximas horas vão ser rigorosas.
Então, estou novamente preparado para te receber, apareces envolta num lenço e num sorriso indescritível. Agarro-te esfomeado de desejo…não hesito em aquecer a tua boca com a minha. O teu coração marca os minutos que nos restam, ambos sabemos que nada é eterno. De repente, deixo de saber quem se ama mais, se as nossas almas ou os nossos corpos…amamo-nos como o mar ama as rochas que humedece a cada passagem, amamo-nos como todo o esplendor em nosso redor, amamo-nos do mesmo modo intenso que as gaivotas amam o oceano, amamo-nos sem limites ao compasso imposto pelos sons que nos escutam. Sentimos a explosão de sentimentos, uma onda desfaz-se pelas rochas…invadindo-as intimamente numa sensação de posse que só a Natureza conhece.
Permaneço uns instantes de olhos fechados a desfrutar do gosto incomparável que este passeio deixa na minha boca todos os dias.
Todos os dias desde que partiste, todos os dias são Novembro e todos os dias te amo com o mesmo pormenor de há (quantos anos atrás?), todos os dias te transformo minha…
O mar é a minha mais fiel testemunha, fica ali a observar-me enquanto nos amamos… o mar pára para me ver, fica curioso com a força do nosso amor e sofre porque sabe que foi ele que te levou de mim…é nele que habitas agora, agitas-te no seu interior para sempre, percorres o mundo com ele mas todos os dias me esperas na manhã de Novembro, sei que é o teu cheiro que emana do mar nessa hora por ti marcada, sei que és tu quem invade o rochedo enquanto eu de olhos fechados te tenho em mim, sei que és tu a rainha dos mares agora…
Nunca me vou cansar de te vir amar aqui, este lugar é o mais terno da minha vida (é o único que realmente existe), nunca te vou abandonar e já não sinto ciúmes desse mar que te levou porque te reconheço nele…
Sou teu, rainha dos mares…

(num salto livre entrego-me a ti, agora sim eternamente, sorrio porque sei que agora sou teu)

foto de
http://eyereflections.blogspot.com/ (sei que escrevi este texto para ti, espero que nao te importes que tambem o tenha postado no meu blog)

/eu propria