Friday, September 22, 2006
Sunday, September 17, 2006
Cheguei ao mar
tapas-me os olhos e susurras qualquer coisa
tocas-me no cabelo, beijas-me levemente a face
(tremo por dentro)
dizes que me vais contar a nossa historia e eu sorrio
mas lembro-me que nao temos historia ainda, nao sei quem és mas isso parece nem interessar,
nao sei se é por palavras que me a contas mas eu sinto cada pedaço dela em mim...
sei agora que estamos juntos, que me entendes, mimas, conheces, queres
sei que nos pertencemos a um sempre por nos criado nessa mesma hora
sei que esperamos por aquele momento mesmo sem ter visto o teu rosto real
perco-me horas assim contigo, ja nem sei se sonhei!
contigo ali a tapar os meus olhos
a tua boca a ler suspiros desajeitados e precoces
eu sou feliz....
finalmente cheguei ao mar
/eu propria
Monday, September 11, 2006
Desafio (sobre mim...)
é quase impossivel resumir-me a seis palavras, mas fica um pedaço de mim
1-Apaixonada


é dificil reconhecer que se está errada
é dificil dar o braço a torçer
é dificil admitir que alguem faz melhor que nós
orgulho é um elogio a nós proprios
mas um defeito quando se transforma vaidade
4-Divertida
rir feita tolinha...sorrir

5- Inconstante
como o mar nao sei bem qual o rumo a tomar uns dias calma outros destrutiva...
6- Preguiçosa
as vezes sabe tão bem deixar as coisas para depois...
(estou ocupada)
Não vou deixar este desafio a ninguem em particular, mas seria engraçado que voces o fizessem. Experimentem, aprende-se algumas coisas sobre nós proprios...
/eu propria
Friday, September 08, 2006
Mudança de Blog
espero, em breve, recuperar todos os blogs que ja me tinham visitado...
/eu propria
Espelhos Partidos
-nao vejo nada
-mas está, as vezes gostava que pela primeira vez pudesses ver com os mesmos olhos que eu
-sabes bem que os teus olhos já foram os meus, que já brilharam juntos com a mesma intensidade
-mas agora o espelho está partido e nada o vai trazer de volta
-és a unica que o ve assim, eu acho que ele nao está partido
-para mim está, sei que nunca mais vou conseguir passar por ele e ver-me claramente, sem sentir que ele parte a minha imagem ao meio,e que me marca ,relembrando para sempre o que lhe aconteceu
-ficas triste?
-muito, estava habituada a ver-me nele todos os dias. passava por ele e ficava horas a ver o meu reflexo, gostava do que via...adorava o jeitinho especial com que ele me desenhava os contornos, a forma como ele me desejava
-achas que vais conseguir outro espelho?
-ja passei por alguns
-e entao?
-nada, nao vejo nada. nao me vejo reflectida neles, olho para lá...sei que me querem, mas eu nao apareço
-o que fiz eu ao espelho para ele se partir assim? eu achava que ele nunca se iria perder, pensei que podia estar ali uns dias e desaparecer nos outros
-ele morre de ciumes que te olhes noutros espelhos
-achas que nao podes ficar com este?
-nao quero, o espelho esta partido e nao sei o que fazer com ele
(és o espelho onde me vejo todos os dias, estas partido...e nao sei o que fazer contigo)
/eu propria
Nuvens de Açucar

- porque é que as nuvens nao sao todas feitas de açucar?
- o que estas a dizer?
- as nuvens...deviam ser todas doces...
- cala-te, nao ha nuvens doces
- tu nunca me ouves, eu sei que me achas louca
- nao acho
- sei que pensas que eu nao percebo as coisas, que vivo no meu mundo
- cada um tem o seu mundo, tu és diferente...so isso!
- eu vejo mais queres tu dizer, eu sei aquilo que tu te recusas a ver, eu sinto o que a maioria das pessoas como tu nao querem sentir. sei que as nuvens as vezes sao feitas de algodão doce e tambem sei que agora olho para o ceu e vejo nuvens normais
- nuvens normais? nao consigo imaginar o que será uma nuvem fora do normal
- agora sao todas brancas, alguns farrapos pelo céu sem importancia e que fazem com que as pessoas deixem de reparar nelas, percebes?
- nao
- porque sera que nao ves? preciso de fugir deste espaço onde nada do que eu digo faz sentido, sinto-me com forças, a adrenalina corre nas minhas veias e estou a arder de ideias e ambiçoes
- entao utiliza essa tua energia em alguma coisa produtiva
- tenho tanta pena que aquilo que eu te digo nao faça qualquer sentido na tua cabeça, obrigas-me a deixar-te
- nao digas disparates, tu estas bem comigo, estas habituada a isso. é uma comodidade para ambos
- eu vou procurar as minhas nuvens de algodão doce porque eu tenho a certeza de as ter visto um dia. quero correr por aí, deixar de ser mais uma pessoa para ser eu mesma, deixar de acreditar no tempo e andar livremente, sem pressas... sem ninguem que nao oiça o mesmo que eu, que nao dançe ao som das mesmas historias, que nao beba as palavras e os cheiros com a mesma intensidade
- estas cada vez mais louca
- estou louca sim, mas uma louca que começa agora a ser feliz...
/eu propria
Inicio do Fim
iniciei a caminhada até ao mar
Deito-me na minha cama de barriga para cima, não sei o que quero, tenho aquele aperto no meu peito que desconheço a proveniência...olha a janela, chove lá fora e a única imagem que tenho é o teu rosto desfocado...Os meus olhos fecham lentamente e entro numa espécie de transe, não sei se durmo mas vagueio de repente por outro mundo…sinto o meu corpo levitar e subitamente já não controlo o meu pensamento que recai inevitavelmente sobre ti.Sinto o teu toque agora mais pesado que nunca, ouço a tua voz apesar de não perceber as tuas palavras, no entanto, sorrio timidamente…sei que estas aqui.Abraço-te e tu pegas na minha mão, queres levar-me e eu não sei bem para onde…deixo-me conduzir por ti…o tempo parece agora não ter existência, realidade e sonho confundem-se e não tenho nenhuma certeza a não ser que quero estar ali contigo, já não tenho medo porque a tua mão segura firmemente a minha. Caminhamos assim durante momentos que me parecem eternos, nada à minha volta me é familiar e sei que tu também não conheces os caminhos por onde me levas…sei que também não queres conhecer (o desconhecido agrada-te).Não suporto mais ter os olhos abertos, estão pesados e acabo por fechá-los…tu não hesitas e tocas os meus lábios com os teus…como é bom beijar-te, por segundos anseio permanecer assim para sempre mas sei que terá um fim breve, puxas-me para ti e deitas-me sobre algo que me é impossível definir, não vejo onde estamos e a única coisa que me interessa és tu. Passeias o meu corpo suavemente, os gemidos são difíceis de conter, fazes-me feliz e não quero parar…hesito novamente mas tu sussurras ao meu ouvido palavras que não percebo e isso basta-me…Entrego-me a ti, não sei o que está a acontecer mas sei que nada poderá voltar atrás…tão suave como uma gota de água sinto o meu corpo humedecer…para te acolher no seu interior, também ele ter quer…Passam-se momentos que mais parecem intermináveis e desespero agora…tu permaneces com a mesma calma…olhas profundamente nos meus olhos e dizes sem palavras tudo o que eu precisava ouvir…estamos mergulhados em suor que queima os nossos corpos, és meu como nunca antes ninguém fora, perdes a calma agora…suspiras também...a nossa respiração acelera já nada mete medo… o mundo cala-se à nossa volta para que tudo possa ser perfeito…trouxeste o céu até mim, imploras-te à lua para ser só nossa nessa noite…não queres que nada estrague o nosso momento.Sentimos uma explosão de sentimentos e aperto-te a mim…deixo a minha marca em ti e sei que ficaste em mim para sempre…Tornas a minha boca tua…envolves-me nos teus braços e adormeces assim, esgotado de paixão…já não posso mais estar ali e sei disso, contra a minha vontade os meus olhos tendem a abrir-se…por fim estou acordada na minha cama, a chuva ainda escorre nos vidros da minha janela, a vida afinal continua…o aperto desapareceu do meu peito porque agora sei…Tu existes…estás comigo, és meu… levanto-me com o meu melhor sorriso e sei que te amo…
(adeus)
/eu propria
Caminhar de mãos dadas (mas nao desta vez)
parecia entretida sem nunca retirar os olhos do chão numa incansavel luta para fugir ao sol que teimava em ganhar,em espaço, à sombra.ele ja estava a observa-la ha algum tempo, sabia muito bem que ela nao se queria queimar, ela tinha-o avisado que a ultima coisa que lhe poderia acontecer era queimar-se com o sol...mas ele nem sempre o tinha evitado...preparava-se agora para a enfrentar
.tambem ele descalso, caminhou pela areia e quando se aproximou ela fingiu nem o ver, continuava ocupada na sua tarefa (fugir de ti)...ele chamou-a e estendeu-lhe a mao, aí ela levantou os olhos vazios...sem o brilho habitual e isso chocou-o um pouco...fez sinal para que ela lhe desse a mão e fizesse o mesmo caminho com ele, mas nao desta vez.quantas tinham sido as vezes que ela aceitara caminhar de maõs dadas com ele...quantas as vezes que confiara naquelas mãos que a apertavam, que lhe davam segurança e lhe mostravam caminhos aliciantes que a tornavam estranhamente feliz...quantas (talvez tantas que nao posso conta-las sequer), mas nao desta vez.
era sempre irresistivel ver aquela mão chamar por ela, aquele olhar que ela ja conhecia...sorrisinho traiçoeiro de quem mente por prazer, mas ela gostava dele assim...mas nao desta vez.estava cansada, sufocada de tanta dor e desilusão, sabia que aquela mão que se lhe estendia à frente apenas a levaria para mais um caminho com um unico fim, o sofrimento.sabia que aquela mão a levaria a pisar a areia quente, e aí sim...o sol queimaria mais uma vez, entao todo o esforço dela junto à rocha seria em vão...nao, nao podia ceder à tentação de mais uma vez caminhar com ele (lutei tanto para te esquecer).
baixou a cabeça mostrando-lhe que nao queria, que desta vez nao iria com ele por aqueles caminhos desconhecidos...nao e nao, nao queria...nao podia, era a prova que era forte (tu és forte, tu consegues...[têm-me dito]).entao o rapaz, sem sequer uma hesitação, desistiu (desistes tao facilmente).
virou as costas, ela olhou ligeiramente para ele...sabia que mais cedo ou mais tarde o sol lhe iria queimar os pés, mas nao se importava agora! chorou, mas desta vez com a noção que era o fim...que estava livre, pura...sabia o quanto lhe custaria esperar que o sol desaparecesse para entao caminhar em segurança, sem se queimar na areia...tambem sabia que isso era quase impossivel, acabamos sempre por queimar os pés com o sol, toda a gente sabe isso!mas ela ja nao queria saber...iria esperar o tempo que fosse preciso ate deixar de avistar o rapaz, nesse momento irá levantar-se e fazer o caminho sozinha, sabe que o sol vai queimar, que os pés vão doer, mas acredita tambem que o mar estará no final dessa caminhada para a acolher...e aí nada a irá perturbar, a areia deixa de queimar.
(ainda nao iniciei a minha caminhada ate ao mar porque ainda te consigo ver...mas sei que cada vez mais longe...afasta-te)
/eu propria
Abre a Janela
apertados contra os meus lábios impedindo-me de gritar, sinto o corpo preso, seguro a uma
força invisível. escuro...frio...começo a sufocar e posso ver no espelho as lágrimas escorrerem
apesar de não as sentir.toda eu estou imune, suja,perdida,lançada a um destino que não quis...
desespero...
subitamente consigo soltar-me desse ser que me aprisiona, gritar "ESTOU FARTA" e correr, correr muito para lado nenhum, correr para fugir apenas de uma pessoa: de mim!
a cada passo sinto-me mais afastada de ti, desse corpo em que habito. arranco os ponteiros gigantes daquele relógio sem horas que eu e tu construímos, acabo de vez com o tempo impossível que criámos, paro de fingir que "está tudo bem", que a vida é esse sol laranja...dispo a minha pele, com nojo dela...daquilo em que me tornei, corro mais e mais, nao encontro um único caminho, a minha vida de repente fica um deserto solitário no qual não me é permitido mudar de rumo. deixo-me cair cansada, ainda mais perdida...choro até não suportar mais. talvez o muro posso ser destruído, quem sabe se as fitinhas com cheiro a baunilha ainda existem...e eu possa novamente sorrir.
despe tu também essa pele, deixa-te ser quem és...senta-te no muro comigo, ajuda-me a destruí-lo. pedir-te isto a ti que habitas dentro de mim não deve ser pedir muito...
ja abriste a janela hoje?
/eu própria
Felicidade
“Ninguém deve perguntar-se isso: porque estou infeliz? Esta pergunta traz em si o vírus da destruição de tudo. Se o perguntarmos, vamos querer descobrir o que nos faz felizes. Se o que nos faz felizes é diferente daquilo que estamos a viver, ou mudamos de uma vez ou ficamos mais infelizes ainda.”Zahir, Paulo Coelho
fiz essa pergunta vezes e vezes sem conta...por vezes altero para "porque sou feliz?" mas o resultado é o mesmo...um vazio inexplicável, como se certas perguntas simplesmente não devessem ser feitas, como se determinadas respostas não pudessem existir...como se a felicidade fosse na verdade um tabu do nosso
século...sou feliz...infeliz...não sei e talvez já nem queira vir a saber, talvez prefira esta ignorância...porque
os ignorantes são sempre os mais felizes, porque são esses os únicos a possuir um sorriso sincero, livre de
qualquer preconceito ou juízo...queria viver na criança que em tempos habitei, aquela que desconhecendo a
injustiça ficava feliz apenas com o baloiço do fundo da rua, aquela criança que vivia do rebuçado da vizinha da avó,que brincava aos "tachinhos" no jardim e comia um gelado no fim da tarde. porque me roubaste tu a
inocência? porque me puxaste por uma mão e, à força, me fizeste ver o mundo, conhecer aquilo que devia ser
proibido?...o amor que não existe, que me retiraste cruelmente? porquê? não me canso de pensar em
ti...revejo mil vezes a nossa historia, o teu sorriso, o teu olhar...revejo cada passo, cada hesitação, cada
certeza e incerteza e não percebo onde errei. odeio-te para te amar mais ainda...e vivo assim e piora cada dia porque te espelhas em cada olhar meu...és feliz?
/eu propria...


