Saturday, October 27, 2007

Tuesday, October 23, 2007

outros tempos



Há coisas na nossa vida que nos custa perceber.

há coisas na nossa vida que provavelmente nunca iremos perceber.
mais vale nem tentar.
mais vale nem questionar porque provavelmente não vamos gostar da resposta.
fingimos que sim. fazemos um esforço. transformamo-nos em algo que nunca fomos. fingimos na mais fiel transparência.
tenho demasiado em mim.
preciso respirar livremente, despir-me de uma responsabilidade. quem disse que o amor tinha responsabilidades? não gosto desse amor.
talvez haja um tempo para amar.
depois passa o nosso tempo, amámos e tudo o que vem a seguir ou é uma cópia ou um rascunho já com as devidas correcções. uma folha cheia de riscos vermelhos.
há quem lhe chame evitar os mesmos erros.
eu chamo desaprender de amar.

ou bem que nos atiramos de cabeça...
ou bem que não amamos novamente.
decide-te.
mas não leves, com as tuas palavras, parte dos meus sonhos.
não me retires mais.
não me dispas mais de elogios.



tudo menos ouvir-te dizer "Outros Tempos"

volta para esse passado se queres. comigo aqui, não me obrigues a vivê-lo. não quero, obrigada.

Sunday, October 21, 2007

Viagens no Tempo

Há determinadas coisas na nossa vida que têm o poder de nos transportar para longe. Como pequenas máquinas do tempo (quem disse que elas não existem de verdade?). Elas existem sim, se pensarem bem vão dar-me razão! Por vezes, ao nos depararmos com uma música, um objecto, uma foto ou qualquer outra coisa que nos seja querida (ou o inverso), somos imediatamente remetidos para um outro espaço temporal. Uma viagem no tempo para ser mais específica. Por momentos, sentimos o nosso corpo desfazer-se e embarcar numa viagem. Quando damos por nós, estamos a viver algo que já vivemos um dia. Comigo é assim. Posso garantir que a "máquina do tempo" funciona realmente e cumpre com o propósito para que foi criada. Levar-nos ao passado. Passa tudo a ser demasiado real. Demasiado palpável. Demasiado. Simplesmente demasiado para que possa ser aceite sem um tragozinho de desconfiança da nossa parte. Consigo ver e sentir em mim exactamente as mesmas coisas e as mesmas emoções do dia em que vivi o que agora (apenas) relembro. E fico por ali perdida, sem ter propriamente noção de quanto tempo dura essa minha pequena aventura. De repente, é como se acordasse de novo. (não que tenha estado a dormir). E tudo parece não passar de um sonho. Serão sonhos apenas? Não, não pode ser. Posso jurar estar acordada. Algumas dessas coisas que nos levam ao passado eu já as conheço. Evito-as ao máximo por saber que me deixam uma sensação estranha no corpo. Não gosto de viver em demasia o meu passado. Quando o faço, dou comigo a esquecer-me de viver o presente. É comum esquecer-me de viver. Viver cansa e exige muita concentração.
Esta é daquelas coisas que sempre me incomodaram.
Há, por isso, músicas que prefiro já nem ouvir. Recordam-me. E eu prefiro esquecer.




Quero dormir, acordar e ir buscar-te a casa.
Faltas-me.

/eu própria

Friday, October 19, 2007

Toda a gente tem direito a birras de amor...




Faço cara de amuada. Viro-te as costas. Acendes a luz do quarto. Apago-a. Quase me esqueço do motivo da minha birra.

Sussurras ao meu ouvido o que eu preciso ouvir.





Fico em silêncio. Na minha cabeça tenho apenas um pensamento.
Não seria capaz de enumerar tudo o que gosto em ti.
Quero lembrar-me de algo que eu não goste e não sou capaz...

Isso faz de mim o quê?

Saturday, October 06, 2007

we belong together



Abro os olhos e és a minha primeira visão. (quero que seja, para sempre, assim)
Quero olhar-te desmedidamente. Descaradamente. Apreciar cada movimento teu. Observar cada expressão tua. Adivinhar os teus movimentos. Venerar a tua existência.
Fecho de novo os olhos, ter-te ali desenhado à minha frente é como viver o mais perfeito dos sonhos. És o meu sonho.
Desculpa quando te desiludo.
Reabro os olhos. Olho bem fundo nos teus tentando adivinhar-te os pensamentos. Sorris e eu sinto vida dentro de mim. Abraça-me. Preciso de te ouvir.
Diz que me amas.
Ás vezes, é como se a nossa vida nos escapasse. Estamos, por tempo indefinido, a viver algo que não é nosso. Como se alguém nos invadisse o corpo e fizesse com ele o que quer. E onde estou eu? Para onde vou nesses momentos? Não me reconheço enquanto revejo mentalmente os passos que dizes ter sido eu a dar.
Ficas do meu lado, mesmo quando olhas nos meus olhos e não é a mim que vês.
Desculpa todos esses momentos que te deixo sozinho.
Quero ficar abraçada a ti. Perder noção de tudo e apenas sentir os teus braços. O som da tua respiração no meu ouvido.
Estou a beber do teu corpo. A recuperar o que me falta para viver. Estou a esgotar-te a ti ao tentar ganhar forças para me levantar.
Amo-te incondicionalmente.
Amo-te todos os dias de um modo diferente.


Hoje, amo-te mais que nunca Pedro.


/eu própria