Sunday, January 28, 2007
Friday, January 26, 2007
(des)Encontros
Hoje disseram-me algo assim: “Para viveres o futuro tens que esquecer o passado”.
Tenho?
Quem me conhece sabe que eu não gosto de falar do tempo, odeio ver os segundos a passar num relógio, odeio passagens de ano, odeio aqueles momentos em que alguem diz “outros tempos” ou então, “o tempo passa tão rápido”.
Não sei porquê. Assusta-me saber que alguma coisa nos controla a todos, nos limita diariamente.
Talvez tenhas razão, sou agarrada ao passado, a todos os momentos que vivi.
Mas pensei nisso, sabes? E descobri que não é o passado que me incomoda, na verdade, tenho saudades de mim própria, de ser quem eu era.
Não me orgulho das minhas atitudes mais recentes, não gosto do que aprendi, preferia não saber que era assim.
Não gosto do que tu me ensinaste, pensas que me conheces. Aliás, tu pensas que sabes tudo. Tu estás sempre certo. Tu achas-te diferente mas ,no fundo, só tens ainda mais medo do que eu de ser Pessoa, de Viver...
Agora, observo-te de longe, como se assistisse a um filme, vejo o decorrer dos acontecimentos e sou ainda mais perspicaz, prevejo!
Não me consegues mentir, já devias saber. Insistes em esconder(-te), insistes em mascarar as palavras que escolhes, cuidadosamente, antes de chegares até mim.
Eu sorrio da tua ingenuidade. Sorrio da minha ingenuidade. Só eu vou relembrar.
(...) Já esqueci, sinto-me melhor sem ti. Seria de se esperar, tu nunca pensaste sequer se eu estava bem, talvez nem te lembres que eu existi, não combinamos em nada! Sorrio novamente.
Fizeste-me ver coisas novas, perceber que estava a seguir o caminho errado, fizeste-me perceber que estava a ignorar a pessoa certa e agora estás a dar-me forças para lutar por isso, mesmo que nem te apercebas.
Penso, pela primeira vez, na forma como tudo se passou, penso nas coisas que nunca tive coragem de te dizer, relembro uma das últimas vezes que estivémos juntos...no que deixei de sentir. Se calhar, percebi apenas que nunca tinha sentido. Sorriso.
Agora queria ser capaz de te pedir ajuda e também queria ajudar-te a ti.
Eu já vi, passei para papel até, quis sentir nas minhas mãos, quis ler melhor...sair de casa com o papel no bolso, agarrar no carro e andar por aí. Tens que ser capaz desta vez, só espero que me digas (por capricho talvez).
O futuro agora...
Sei que me podes ajudar com o meu próximo caminho, estás tão perto dele. Penso se vou ter coragem para te dizer isso. Talvez não. Não sei o que irias pensar de mim se agora te dissesse que não eras tu, que me enganei. Talvez nunca o diga a nínguem.
Só a mim própria e baixinho...enquanto durmo.
Despeço-me de ti assim, com um sorriso.
Obrigada por tudo =)
/eu própria
Friday, January 19, 2007
Desistir: Renunciar a alguma coisa

Há uns dias li por aí uma frase deste género: “Se estás a tentar conseguir algo mas não és capaz, desiste e dedica-te a outra coisa”.
Desistir: Renunciar a alguma coisa.
Renunciar: Recusar aquilo a que se tem direito.
Enfim, não vamos estar com mais definições porque Recusar significa Rejeitar e posteriormente Rejeitar é um sinónimo e entramos num ciclo vicioso. Não há nada pior que ciclos de vida. Não gosto de coisas repetitivas.
Pronto, já chega. Vamos voltar ao raciocínio anterior, achei essa frase tão mas tão despropositada que não podia deixar de dar a minha opinião. Não há nada mais estúpido que desistir. Não há nada que limite mais as hipóteses do que dar a vitória às dificuldades, sim...porque o que é fácil geralmente não traz qualquer realização pessoal. Depois há uma questão a ter em conta. Haverão coisas impossíveis? Haverá alguma coisa que nos dispomos a tentar mas que no fim se prova ser completamente impossível? Será que o esforço compensa sempre? Será que damos 100% de nós?
Alguma vez deram tudo por alguma coisa que no fim falhou por completo?
Também não sei até que ponto é gratificante passar metade da vida a lutar, a tentar desenfreadamente alcançar alguma coisa. O ser humano é estranho, quando por fim chega ao que tanto procurou, abre as mãos e abandona deliberadamente o seu feito, deixa-o partir como se afinal não fosse assim tão importante tê-lo. São essas as (pequenas) coisas que talvez nunca vá perceber na Vida.
Está cientificamente provado que todos temos capacidades e aptidões diferentes, a nossa mente desenvolve-se individualmente e nessa evolução interagem diferentes factores que muitas vezes nos são totalmente alheios, impassíveis de serem alterados. É uma lei. Eu não gosto de leis nem de regras, sigo-as às vezes...lá tem que ser! Mas esta levanta muitas dúvidas, parece-me injusto nascermos já com um código genético que vai impingir um percurso de vida dependente das nossas capacidades cognitivas.
Eu posso ser quem eu quero, fazer o que quiser, alcaçar qualquer coisa.
Sei que é mentira, sabem-no também.
Então, que fazer? Sujeitamo-nos a ser o que um código genético qualquer nos permite? Ou lutamos sem nunca desistir?
Todos uns heróis por aí...era como deveria ser, um mundo de super-heróis com poderes sobre-naturais...
Nem assim, talvez nem assim...
Listening to: Frou Frou “Holding Out for a Hero”
/eu própria
Monday, January 15, 2007
Metafisicamente, a Vida é um processo constante de relacionamentos. Parte II

Hoje acordei mais uma vez, enfim...isto é para aqueles que acham que é assim tão normal acordar todos dias. Pois, mas não é!
Efectivamente, existe uma percentagem bastante elevada de seres vivos que acordam todos os dias, é um facto curioso. Porque será que acordei hoje ou não apenas amanhã, ou depois? Até devo,ainda, questionar, porque acordei?
(Ah! Já me lembro, liguei o despertador!)
Depois, só mesmo para ter a certeza, fui verificar se a vista da minha janela era a mesma, nem sei para que perdi tempo, pois claro que não era! Aquilo acontece só nos Domingos, é um processo científico que ocorre na nossa mente...Os Domingos são dias diferentes dos outros, é que não têm mesmo nada em comum com os restantes dias da semana, são os Domingos! E no Domingo, a vista da minha janela muda...é ver para crer!
Como a vista da minha janela não tinha nada de especial decidi que iria usar a máscara hoje também, afinal de contas, não ser Pessoa durante um dia já cansa...é preciso coragem.
Agora ao ponto que interessa, o porquê de uma Parte II? Para os poucos que perderam algum tempinho a ler o meu desinteressante texto anterior puderam verificar que não tinha absolutamente nada de produtivo, era um amontoado de palavras sem sentido. Ou talvez não. Felizmente, tenho alguns leitores com ideias bastante criativas, leitores que eu também perco o meu tempo a ler porque sei que vai valer a pena. Leitores que eu comento por achar, que de algum modo, partilham algo comigo. Leitores que eu sei que perceberam a ideia do meu mais recente texto. A todos esses, Obrigado.
Para quem não acredita, provavelmente, estão a usar a máscara diária e indefinidamente. São e vão permanecer mascarados para sempre. É uma pena!
Tenho escrito assim ultimamente porque procuro uma definição de Vida, quero saber o que é viver e estou preocupada com isso. Estou preocupada com o modo como se vive por aí ultimamente e principalmente preocupada, porque ninguém parece preocupar-se!
Se a vida é um processo constante de relações então eu quero contrariar essa teoria absurda. A palavra Vida só faz algum sentido se reflectir, de algum modo, os nossos gostos e opções (in)conscientes. Se assim não for, então suponho que não estejamos a viver mas sim a seguir um plano de vida criado por alguém. Outrora, escrito em livros e hoje, seguido por milhões de Pessoas estranhas.
E agora perguntam quem escreveu este texto? Fui eu ou foi apenas fruto da minha imaginação? E eu pergunto...Isso é assim tão importante? Não me parece...
/eu própria
Sunday, January 14, 2007
Metafisicamente, a Vida é um processo constante de relacionamentos

Transparentes! Por favor mostrem-se um bocadinho transparentes uma vez na vossa vida...sejam vocês mesmos. Gritem. Digam que não e que sim logo a seguir, afinal de contas onde está o mal de não estar certo? Afinal de contas quem disse que havia mesmo algo certo? Mas o que é que significa “estar certo”?
Vivam mais. Aliás, vivam uma vez...uma só uma vez, Vivam...experimentem, vão ver que até sabe bem!
Vida: “metafisicamente, a vida é um processo constante de relacionamentos”
Não se relacionem. Não comuniquem. Não façam, simplesmente. Uma vez, tranparentes.
Hoje acordei cedo, apeteceu-me! Odeio saltar logo da cama, dá aquela sensação que o mundo acaba ali. Mas saltei. Olhei para a janela, definitivamente gosto de Aveiro nos Domingos, é o unico dia em que reparo na paisagem que se apresenta à frente do 3º Dto Frente. Curioso, ainda não me tinha apercebido da quantidade de árvores que posso ver da minha janela.
Gosto de viver, hoje apeteceu-me viver mais um dia. Já há muito tempo que não o fazia. Hoje não falei com nínguem praticamente, não me apeteceu! Hoje não fui mais ninguem para além de ser eu mesma! Já agora, obrigado por terem vindo, estar com vocês lembra-me mais ainda o significado de vida.
Hoje não vi nada de especial...
Passeei por Aveiro, sem frio...sem calor...andei por aí num vazio confortável.
Pensei em coisas que já não pensava há muito tempo, lembrei-me de tudo o que fui deixando de fazer ao longo do tempo. Coisas que me definiam. Penso, ainda, na razão que leva a que isso aconteça, não sei! Pensei em como as coisas se alteram, em como tudo isto é um processo rápido que ocorre sem que ninguem pareça preocupar-se muito. As Pessoas não vivem! As Pessoas movem-se por aí. As pessoas fazem coisas que é suposto fazerem não aquilo que realmente querem. As Pessoas não se percebem umas às outras, não amam, não se preocupam com nada realmente importante. As Pessoas não prestam atenção a promenores. No fundo, as Pessoas são processos imperfeitos.
Acho curioso uma das definições de Pessoa ser “máscara”. As Pessoas andam por aí com máscaras, vivem assim...fingindo que vivem, como num teatro!
Hoje fui “meia-pessoa”, hoje não me apeteceu ser uma Pessoa. Hoje vivi um bocadinho mais...
Hoje percebo menos as coisas. Hoje não rio porque é bonito, aliás...quem me garante que rir transmite felicidade, alegria, satisfação?
Não sei quem são estes corpos mascarados que fazem gestos e soletram sons que não percebo. Hoje não fui uma Pessoa completa, hoje não vi Pessoas...vi apenas corpos, vi o quão marionetas somos ao vaguear por aí. Vi mascarados às compras em edíficios grandes com muitas lojas, vi mascarados comer pipocas, rir sem motivo aparente, vi personagens de teatro a correr, a comer ovos moles, a pedir coisas...vi muitos mascarados por aí a peder tempo enquanto eu estava ali. A viver aquele bocadinho a mais.
Quero pedir desculpa a mim própria, por não viver mais, por usar aquela máscara tantos dias seguidos.
Hoje não sei porque não acontece tudo como eu quero se eu estou a fazer exactamente o que me apetece. Penso no que me disseste...percebo agora e sorrio, porque não há mal nenhum nisso!
O tempo não existe, mentalizem-se...!
Vivam à vontade, isso pode nunca ter um fim. Sei lá, basta não pensar muito nisso.
Afinal, “o mundo não acaba aqui, o caminho é para a frente e és tu que o escreves”. =)
foto de: www.gettyimages.com
Monday, January 01, 2007
Quase Morri

Mais uma vez...
Dás-te(me) mais uma vez,
Não sorris hoje. Vais embora.
Abraço-te amanhã, Desculpa mas não consigo agora.
Cheiros...esses guardam-se melhor que as lembranças tuas.
Guarda-me assim.
E amanhã eu estou cá de novo, prometo.
Mas e tu?
Foste hoje embora...
Por favor,
Volta depressa...
“ pena quase não poder ficar.És quente quando a luz te traz.Quase te vi amor.Quase nasci sem ti.
/eu propria
