
(Im)precisão condescendente… de quem supera e não, nunca alcança. Pretende. Mas não tem, deseja sem compreender. Menina (in)compreendida. Saudosa esperança que vagueia incerta como aqueles pedaços de papel rabiscados que toda a gente guarda no fundo do armário, em caixinhas bem arrumadas. Tolices. Beijos quentes e proibidos, vazios. Vácuo infinito. Medos superados sozinha. Arrasto-me por aí como uma alma penada sem olhar, vejo-te nas esquinas mais sombrias e escondo-me timidamente. Franqueza. Digo, melhor, grito as palavras que te magoam os ouvidos, não me arrependo. Corajosa com medo. Perco noção do tempo, já não sei falar(te).
"Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!"
Bebo gotas de ti e sobrevivo, depois escasseias(me) e quase morro…enfraqueço por aí. Não faças como se não quisesses ver, não quisesses saber…
Tapo os ouvidos com força como uma criança assustada, não quero saber mais do que me dizem, meses de tortura…agora não me interessa mais, (re)leio as tuas palavras passadas e sim…
Fazes(me) Falta!
"Foi mudar o mundo sem pensar em mim!
Mas o tempo até passou, e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!"
/eu propria





