Tuesday, November 21, 2006

(Só) o Tempo...


(Im)precisão condescendente… de quem supera e não, nunca alcança. Pretende. Mas não tem, deseja sem compreender. Menina (in)compreendida. Saudosa esperança que vagueia incerta como aqueles pedaços de papel rabiscados que toda a gente guarda no fundo do armário, em caixinhas bem arrumadas. Tolices. Beijos quentes e proibidos, vazios. Vácuo infinito. Medos superados sozinha. Arrasto-me por aí como uma alma penada sem olhar, vejo-te nas esquinas mais sombrias e escondo-me timidamente. Franqueza. Digo, melhor, grito as palavras que te magoam os ouvidos, não me arrependo. Corajosa com medo. Perco noção do tempo, já não sei falar(te).
"Diz que eu não senti teu corpo sobre o meu!
Quando eu cair eu espero ao menos que olhes para trás!
Diz que nao te afastas de algo que é também teu!"

Bebo gotas de ti e sobrevivo, depois escasseias(me) e quase morro…enfraqueço por aí. Não faças como se não quisesses ver, não quisesses saber…
Tapo os ouvidos com força como uma criança assustada, não quero saber mais do que me dizem, meses de tortura…agora não me interessa mais, (re)leio as tuas palavras passadas e sim…

Fazes(me) Falta!
"Foi mudar o mundo sem pensar em mim!
Mas o tempo até passou, e és o que ele me ensinou:
uma chaga p'ra lembrar que há um fim!"
/eu propria

Wednesday, November 15, 2006

The Beauty and the Beast


"(…) it wasn't until I had left the castle and was back with my family that I realized how much I actually missed the Beast and the castle. I wanted to go back but couldn't bear to tell my family good-bye. Worst of all, the handsome Prince stopped visiting me in my dreams. But one night, I had a dream that I was in the gardens of the castle and I found Beast lying on his side, about to die. I was so disturbed by the realistic dream that I told my family good-bye the next day and returned to the castle. Just as I had dreamed, the Beast was in the garden, on his side, dying. I knew then that I loved him. When he asked me to marry him that night, as he always had before, I said 'yes.' And right there, before my eyes, he transformed into the handsome prince who had been visiting me in my dreams! (…)“


- Please…be my prince, I am tired of loving the Beast!

/eu propria

Thursday, November 09, 2006

Magical Girl


Perco noção do tempo que passo a olhar para ti… a observar o jeitinho estranho com que lidas com o mundo…com as pessoas…
Deixo de saber o que é real ou de onde surgem os meus sentimentos tão controversos, ainda bem que tenho poderes mágicos que me deixam ler-te os pensamentos, só não sei como lidar com eles…como fazer para que percebas que não sou como pensas, que não quero mais do que tenho.
Apetece-me rir do teu medo, da forma como foges de tudo, como te refugias…




I kill part of myself once again...

...and finally I realise I am not Happy acting the way I am with you...

"Oh, we get together

But separate's always better

When there's feelings involved (Oh!)

If what they say is 'nothing is forever,

'Then what makesThen what makesThen what makesThen what makesThen what makes

(What makes? What makes?)Love the exception?"

fotos cedidas por http://www.fotolog.com/piriliiim

/eu propria

Sunday, November 05, 2006

Changing...


Is it possible to CHANGE everything in your life?
___________________
time to create
___________________________________
desta vez
vou mudar
mesmo que nao voe
vou tirar os pés do
chao
/eu propria

Saturday, November 04, 2006

Está a Chover...



- Deixo-te a porta
aberta, só tens de a empurrar…

Sempre tive medo da chuva, detesto aquelas noites de
temporal em que a Natureza impõe todo o seu poder…
Detesto estar sozinha na
cama e pensar que lá fora o vento ganhou mãos e está a destruir tudo à sua
passagem…
Detesto abraçar os lençóis e sentir a tua falta do meu lado,
deitar-me na almofada e ter que fechar os olhos para ter o teu corpo no meu
ouvido, escutar o teu coração…
A chuva desce pela minha janela e a única
coisa que me apetece fazer é correr debaixo dela, deixar que ela me invada até
me sentir mais eu, ficar a correr sem destino…olhar as ruas desertas e não
perceber porque ninguém se atreve a correr comigo de mãos
dadas…

- Empurra a
porta e deita-te ao meu lado…


Detesto trovoada, ter
que tapar os ouvidos e esconder-me debaixo dos cobertores para não ter medo,
queria ter as tuas mãos a faze-lo, queria sentir o teu abraço apertado e ouvir
os teus sussurros mudos…
Detesto as portas a bater sem aviso, as janelas a
ceder, detesto quando o vento fala aos gritos, não gosto nada de sons altos
demais…
Queria o teu cheiro nos meus lençóis…

-
Não
digas nada, deita-te, dá-me um beijo leve e
abraça-me…


Detesto quando a trovoada ilumina o meu
quarto por segundos, detesto sombras nas paredes…
Não gosto do som que as
folhas das árvores fazem quando se tentam segurar nelas por mais tempo…
Não
gosto do barulho dos carros enquanto deslizam por cima dos charcos…
Detesto
que não estejas comigo nas noites de temporal.

-
Vem
dormir comigo hoje que está a chover…


Só gosto do som
que a chuva faz a cair na minha varanda, gosto do frio que ela deixa, da
humidade do ar.
Adoro a tempestade quando ela te leva até mim, quando dormes
na minha cama, quando me abraças…
Gosto da chuva quando corremos juntos de
mãos dadas, quando chegamos encharcados a casa, quando mergulhamos na água
quente da banheira…
Adoro a tempestade quando ela testemunha o nosso momento,
quando a ouvimos juntos, quando tenho o teu corpo debaixo do meu ouvido, quando
passeias a mão pelos meus cabelos e sussurras palavras que eu não
percebo…
Gosto da chuva, quando adormeço
contigo…


- Está a
chover…




foto cedida por http://www.fotolog.com/piriliiim
/eu propria

Wednesday, November 01, 2006

Sweet November


Acordo todos os dias à hora por ti marcada, visto os mesmos jeans que escolhi no dia mais doce que Novembro tem e olho previsivelmente para o relógio que está agora condenado a marcar eternamente a mesma hora, desço os olhos para o calendário de papel que perdeu os restantes onze meses para me lembrar que existe apenas um único dia na minha vida.
Abro a janela mais uma vez, tal como tu gostas, arranco apressadamente uma flor no jardim abandonado e corro para ti…
Atravesso todos os dias a mesma neblina, percorro a mesma calçada desgastada pelo sol e pelo sal que o mar alberga, enfrento o mesmo ar gelado e os mesmos rostos marcados pelo tempo.
Sinto em cada passo que dou para ti, a mesma ânsia de dois amantes que se encontram às escondidas, de dois amantes que conhecem o peso do preconceito, de dois amantes que sabem agora que afinal os “amores impossíveis” existem.
Quando chego ao destino já sei o que me espera, sento-me junto ao paredão com as pernas soltas, fecho os olhos e sei de cor a paisagem que se desenha à minha frente. Reconheço o cheiro envolvente melhor que o meu, percorro mentalmente as rochas nascidas dentro deste mar inconstante…como são magníficas.... Aconchego-me bem, sei que as próximas horas vão ser rigorosas.
Então, estou novamente preparado para te receber, apareces envolta num lenço e num sorriso indescritível. Agarro-te esfomeado de desejo…não hesito em aquecer a tua boca com a minha. O teu coração marca os minutos que nos restam, ambos sabemos que nada é eterno. De repente, deixo de saber quem se ama mais, se as nossas almas ou os nossos corpos…amamo-nos como o mar ama as rochas que humedece a cada passagem, amamo-nos como todo o esplendor em nosso redor, amamo-nos do mesmo modo intenso que as gaivotas amam o oceano, amamo-nos sem limites ao compasso imposto pelos sons que nos escutam. Sentimos a explosão de sentimentos, uma onda desfaz-se pelas rochas…invadindo-as intimamente numa sensação de posse que só a Natureza conhece.
Permaneço uns instantes de olhos fechados a desfrutar do gosto incomparável que este passeio deixa na minha boca todos os dias.
Todos os dias desde que partiste, todos os dias são Novembro e todos os dias te amo com o mesmo pormenor de há (quantos anos atrás?), todos os dias te transformo minha…
O mar é a minha mais fiel testemunha, fica ali a observar-me enquanto nos amamos… o mar pára para me ver, fica curioso com a força do nosso amor e sofre porque sabe que foi ele que te levou de mim…é nele que habitas agora, agitas-te no seu interior para sempre, percorres o mundo com ele mas todos os dias me esperas na manhã de Novembro, sei que é o teu cheiro que emana do mar nessa hora por ti marcada, sei que és tu quem invade o rochedo enquanto eu de olhos fechados te tenho em mim, sei que és tu a rainha dos mares agora…
Nunca me vou cansar de te vir amar aqui, este lugar é o mais terno da minha vida (é o único que realmente existe), nunca te vou abandonar e já não sinto ciúmes desse mar que te levou porque te reconheço nele…
Sou teu, rainha dos mares…

(num salto livre entrego-me a ti, agora sim eternamente, sorrio porque sei que agora sou teu)

foto de
http://eyereflections.blogspot.com/ (sei que escrevi este texto para ti, espero que nao te importes que tambem o tenha postado no meu blog)

/eu propria